A incontinência urinária se caracteriza pela perda involuntária de urina devido a uma disfunção da musculatura pélvica, problema que acomete uma a cada três pessoas acima dos 60 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Apesar de ser mais comum em idosos, a disfunção também pode atingir pessoas mais jovens por diferentes fatores.

De acordo com suas causas e tipos, o problema pode gerar diferentes sintomas, sendo:

  • incontinência urinária de urgência – em que a vontade de urinar é tão intensa que a pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo;
  • incontinência urinária de esforço – a perda de urina ocorre quando a pessoa, tosse, espirra, faz um movimento brusco ou uma força mais importante.
  • incontinência urinária por transbordamento – que ocorre porque a bexiga está sempre cheia e gera vazamentos, ou porque ela não se esvazia por completo, gerando gotejamento posterior.

Em que pese ser mais comum em mulheres, a disfunção também atinge homens, especialmente em condições de obesidade e esforço exagerado da região pélvica, e também aqueles que carregam muito peso, incluindo em atividades físicas, como musculação. Fatores psicológicos como depressão e ansiedade, e a relação com outras doenças de base, como esclerose múltipla e traumas raquimedulares também somam para o quadro.

Ainda no caso do homem, a incontinência urinária pode surgir como consequência de tratamentos cirúrgicos e de radioterapia para o câncer de próstata.

Qualquer que seja a situação que tenha comprometido a continência urinária, os tratamentos variam de medicação e fisioterapia à cirurgia reparadora. Os resultados serão mais ou menos satisfatórios de acordo com a causa e nível de incontinência urinária.

No caso específico do tratamento do câncer de próstata, é possível minimizar o problema com a realização de técnicas menos invasivas, como, a cirurgia robótica, que parece permitir uma recuperação mais precoce da continência.

Ao notar um aumento significante no número de idas ao banheiro e dificuldade de reter a urina, principalmente durante a noite, não hesite: procure um médico urologista, que estará apto a indicar o melhor tratamento para sua condição. Busque sua qualidade de vida. Em grande parte dos casos, o problema tem solução