Categoria: Saúde Page 11 of 17

Quais competências e habilidades são necessárias para operar com o robô?

Quais competências e habilidades são necessárias para operar com o robô?

À medida em que a cirurgia robótica passa a ser utilizada em novas especialidades e procedimentos, mais médicos querem se capacitar para operar com o robô. Afinal, esse tipo de cirurgia expande não só as possibilidades de tratamento em diversos tipos de enfermidades, como também as habilidades do cirurgião.

Entretanto, para que essa incrível tecnologia seja utilizada em todo o seu potencial, é muito importante que o profissional passe pelo treinamento e desenvolva as competências e habilidades necessárias para operar com o robô

Quem pode aprender a operar com o robô

A curva de aprendizado da cirurgia robótica é sempre longa, e existe tanto quando um cirurgião novato, sob supervisão, aprende um procedimento já bem estabelecido, quanto no caso de um cirurgião pioneiro, que busca inovar e desenvolver uma nova técnica. 

Sempre comparo o robô à um carro de Fórmula 1, por exemplo. Ainda que um piloto saiba dirigir um carro comum, vai precisar se adaptar à realidade de manusear um veículo tão potente e, depois, dar muitas e muitas voltas na pista até conseguir fazer o trajeto com segurança e rapidez. O mesmo vale para o cirurgião que quer se capacitar em cirurgia robótica. 

Ao treinar um cirurgião novato, os mentores ou comitês de credenciamento costumam contar com uma curva de aprendizagem que ajuda a estimar o número de simulações e cirurgias que um aluno-cirurgião deve realizar sob supervisão até se tornar competente e não colocar o paciente sob riscos desnecessários. 

Por outro lado, até mesmo cirurgiões abertos experientes têm uma fase de aprendizado substancial que pode variar de acordo com a tarefa. 

Isso quer dizer que quando um cirurgião aberto experiente ou novato aprende uma nova técnica, provavelmente se sairá bem naquelas semelhantes, mas precisará de orientação ao adotar tipos de procedimento. 

Em relação à cirurgia robótica, muitos estudos demonstraram que é necessário haver um papel claro de orientação durante as fases iniciais da adoção da tecnologia para garantir a segurança do paciente, mesmo quando se trata de cirurgiões abertos com muita experiência

O que é necessário aprender para operar com o robô?

Para que qualquer procedimento realizado com a cirurgia robótica seja bem-sucedido, é necessário que o cirurgião tenha conhecimento de domínio (saiba o que fazer), e conhecimento técnico (saiba como fazer). Enquanto o primeiro é adquirido na teoria, o segundo só pode ser desenvolvido na prática. 

A falta de conhecimento técnico é o que impede que os cirurgiões abertos, ainda que muito experientes, façam a transição para a cirurgia robótica sem passar pelo treinamento. Já os cirurgiões novatos precisam adquirir tanto o conhecimento técnico quanto conhecimento de domínio. 

Outro ponto a ser considerado é que quem quer operar com o robô precisa levar em conta o tempo para aprender e adquirir uma nova habilidade técnica. 

Isso significa que os cirurgiões abertos devem realizar o treinamento robótico quando têm o desejo e possibilidade de realizar esse tipo de procedimento regularmente, porque muitos dos cursos de curto prazo podem ser caros e não deixar uma impressão duradoura se o médico não continuar praticando posteriormente. 

Quando o médico pode considerar que de fato aprendeu a operar com o robô?

A  competência do aluno-cirurgião é certificada por meio de metas e objetivos claros que podem ser alcançados com orientação de indivíduos mais experientes, estabelecido pelos programas de treinamento e credenciamento. 

Entretanto, os muitos esforços em desenvolver e padronizar o currículo de treinamento e requisitos de certificação em cirurgia robótica tiveram sucesso limitado e continuam em curso. Até o momento, os requisitos podem variar de acordo com os programas de treinamento, que se dividem entre bolsas de estudo, mini bolsas e cursos de habilidades orientadas. 

Cabe a cada cirurgião avaliar qual das opções é ideal para seu caso, levando em conta o tempo que pode dedicar ao treinamento e o nível de aprendizado pretendido. A bolsa é considerada, no geral, o curso mais abrangente, já que inclui orientação individual, preceptoria, e aprendizado tanto em ambientes simulados quanto clínicos. 

Já em relação às mini bolsas e os cursos de habilidades, apesar de sua curta duração, estima-se que cerca 70 a 80% dos trainees façam a transição com sucesso para a cirurgia robótica, passando a utilizar essa técnica regularmente cerca de 3 anos após o treinamento. 

Por fim, é necessário obter a certificação exigida pela Food and Drug Administration (FDA), com treinamento oferecido pela Intuitive Surgical, empresa norte-americana que fabrica o robô cirurgião. 

Nessa avaliação, o cirurgião deve demonstrar o conhecimento de como remover o dispositivo com segurança e rapidez em uma emergência, o que fazer se o robô parar de responder e como proceder caso o sistema se comporte de maneira potencialmente insegura. 

Aqui no meu blog, eu conto com mais detalhes como é o processo de capacitação em cirurgia robótica, e, no meu Instagram, sempre compartilho novidades da área. Não deixe de acompanhar! 

Como é o pós-operatório de uma nefrectomia parcial

Como é o pós-operatório de uma nefrectomia parcial

A cirurgia de remoção de parte do rim é chamada de nefrectomia parcial e, em muitos casos, quando é realizada por via minimamente invasiva, costuma ter um período pós-operatório bastante tolerável e de rápida recuperação. 

Quando a nefrectomia, parcial ou total, é realizada por via aberta, é necessário realizar uma grande e profunda incisão na parte lateral do abdômen do paciente, por onde o médico irá acessar o órgão. Já na cirurgia minimamente invasiva, o acesso acontece por pequenas incisões por onde são introduzidos os instrumentos da cirurgia, tanto na videolaparoscopia quanto na cirurgia robótica. 

Enquanto ambas as técnicas anulam a necessidade dessa grande incisão abdominal, a cirurgia robótica vai além, possibilitando grande precisão na remoção da parte comprometida do rim e menos riscos durante e após a operação. Tudo isso se traduz, é claro, num pós-operatório mais tranquilo para o paciente. 

Quando a nefrectomia parcial é indicada

Geralmente, a nefrectomia parcial costuma ser indicada para pacientes com câncer de rim quando o tumor tem menos de 4 centímetros de diâmetro e está em localização favorável. Pacientes que possuem tumor renal recidivante ou apenas um rim também podem se beneficiar da técnica, mas cada caso deve ser analisado individualmente. 

Antes do advento da cirurgia robótica, a técnica era reservada para tumores muito pequenos e, hoje, alguns crescimentos até mesmo maiores do que 4 centímetros podem ser tratados com a nefrectomia parcial. 

Como a nefrectomia parcial robótica é feita

Com o paciente sedado, são feitos pequenos cortes em seu abdômen, que precisa ser inflado com gás carbônico para que os instrumentos tenham espaço para se movimentar na cavidade abdominal. 

Por essas aberturas, são inseridos uma microcâmera e os instrumentos, que estão conectados aos quatro braços do robô. O cirurgião fica sentado num console na mesma sala, onde enxerga por um visor com imagens aumentadas, em 3D e em tempo real de dentro do corpo do paciente. 

Por meio de controles semelhantes a um joystick de videogame, o médico controla os instrumentos que vão realizar as incisões, suturas e outras etapas importantes da nefrectomia parcial, como a realização de uma isquemia, por exemplo. 

Trata-se de um clampeamento dos vasos renais para paralisar, temporariamente, o fluxo de sangue do rim e prevenir uma hemorragia. Como as delicadas estruturas do órgão não podem ficar sem irrigação sanguínea por muito tempo, as suturas precisam ser feitas rapidamente para que a isquemia seja revertida e não haja dano aos tecidos. 

Na cirurgia robótica, o tempo da isquemia tende a ser menor, preservando as funções renais do paciente. Já em casos em que o clampeamento não é possível, o nível de sangramento é grande. Nessa situação, a tecnologia robótica é muito vantajosa para suturar de maneira rápida e segura. 

Por fim, a porção do rim a ser removida é colocada num pequeno saquinho plástico dentro do abdômen do paciente e retirada por uma das incisões.

O pós-operatório da nefrectomia parcial

Apesar de menos traumática do que por via aberta ou laparoscópica, a nefrectomia parcial robótica ainda é uma cirurgia e, portanto, o paciente irá experienciar algum desconforto após o procedimento. Entretanto, ele será monitorado pela equipe médica e o anestesista é responsável por administrar medicamentos que aliviem a dor. 

Para promover a cicatrização, circulação sanguínea e o funcionamento normal dos rins, é recomendado que o paciente ande pelo quarto ou hospital depois da cirurgia. Essa medida também é importante para prevenir outras complicações. 

Durante alguns dias, o paciente precisará manter uma dieta líquida e de fácil digestão. Aos poucos, os alimentos sólidos serão reintroduzidos. 

Na maioria dos casos, o paciente pode voltar às suas atividades dentro de 4 a 6 semanas depois da cirurgia. 

Como é o pós-operatório da cirurgia robótica de remoção da bexiga

Como é o pós-operatório da cirurgia robótica de remoção da bexiga

O câncer de bexiga pode acometer tanto homens quanto mulheres, geralmente, acima dos 55 anos. O tratamento costuma ser feito com a remoção de parte de ou da totalidade da bexiga do paciente, procedimento chamado de cistectomia. Essa intervenção é considerada delicada porque envolve estruturas nervosas e musculares muito sensíveis, e, nesse sentido, a cirurgia robótica oferece excelentes resultados, com bastante segurança.

Entenda o câncer de bexiga

O câncer de bexiga é considerado uma das neoplasias mais comuns do trato urinário, podendo ser superficial ou invasivo. Quando se limita aos tecidos de revestimento da bexiga, é um câncer superficial e, quando adentra a parede muscular, é considerado invasivo. 

O principal fator de risco para a doença é o tabagismo, que aumenta as chances de uma pessoa ter câncer de bexiga em até 70%. Isso ocorre porque as milhares de substâncias presentes no cigarro, muitas delas cancerígenas, são filtradas do sangue pelos rins e se depositam na bexiga. Inclusive, fumantes passivos também estão sujeitos a desenvolver câncer de bexiga. 

Infelizmente, nem sempre a doença é detectada precocemente e o rastreamento desse tipo de câncer não é recomendado. Por esse motivo, é muito importante que todos fiquem muito atentos a sintomas como dor ao urinar e sangue na urina. 

Apesar de poderem indicar muitos outros problemas além do câncer de bexiga, esses sintomas indicam que é a hora de procurar um urologista. 

O tratamento para câncer de bexiga com cirurgia robótica

O tratamento para câncer de bexiga, geralmente, envolve a remoção total ou parcial do órgão, com reconstrução da bexiga para que o paciente consiga urinar. Dependendo das suas condições clínicas, expectativas, tipo, tamanho e localização do tumor, a bexiga reconstruída poderá oferecer ou não continência voluntária (a pessoa consegue segurar a urina). 

A princípio, a reconstrução da bexiga era feita fora do corpo do paciente mas, com o avanço da tecnologia, hoje, já é possível construir a neobexiga dentro do corpo do paciente, utilizando parte do seu intestino delgado. 

Em relação à cirurgia aberta, a cistectomia robótica se destaca por ser uma técnica minimamente invasiva, evitando as complicações causadas pela extensa incisão necessária no método tradicional. 

Até pouco tempo atrás, as cistectomias abertas causavam danos notáveis aos tecidos e nervos da região, bem como sangramentos e infecções pós-operatórias. A taxa de mortalidade devido ao procedimento eram consideradas relativamente altas.

Com a chegada da laparoscopia, o procedimento se tornou mais delicado, passando a ser realizado através de pequenos cortes no abdômen do paciente. Entretanto, foi depois que a primeira cistectomia roboticamente assistida foi realizada, nos anos 2000, que esse procedimento ganhou um nível diferenciado de refinamento. 

Afinal, o Sistema Cirúrgico da Vinci possibilita ao cirurgião ter uma visualização em 3D e em alta definição de dentro do corpo do paciente, bem como mais precisão por meio dos controles que movimentam os pequenos instrumentos utilizados na cirurgia. 

O pós-operatório da cistectomia robótica

Sem dúvidas, a cirurgia robótica transformou drasticamente o tratamento para o câncer de bexiga, principalmente porque proporcionou um pós-operatório muito mais tranquilo para o paciente. 

Apesar de menos invasiva que um procedimento aberto, a cistectomia robótica ainda é uma cirurgia e, por isso, o paciente poderá enfrentar um pouco de desconforto depois do procedimento. Entretanto, ele contará com a prescrição de medicamentos para o alívio da dor. 

Dois a quatro dias depois da cirurgia, o paciente sentirá muito menos desconforto e já poderá se levantar e andar sozinho. Nas primeiras semanas é normal que haja sangue na urina e hematomas ao redor das incisões.

Muitos fatores estão envolvidos na volta do paciente ao trabalho, como o nível de esforço físico necessário na profissão, se foi necessário realizar uma urostomia para saída da urina e o estado de saúde geral do paciente. Somente o médico poderá dizer quando é a hora certa de voltar à rotina normal. 

Câncer de próstata e hiperplasia prostática: entenda a diferença

Câncer de próstata e hiperplasia prostática: entenda a diferença

Muitos pacientes levam um susto quando recebem o diagnóstico de hiperplasia prostática benigna (HPB), achando que estão com câncer. Apesar de acometerem a mesma glândula, essas enfermidades têm desenvolvimento, sintomas e tratamentos muito diferentes. Entre suas semelhanças, está o fato de que ambas necessitam de acompanhamento urológico.

O que é a próstata

A próstata é uma glândula que compõe o aparelho reprodutor masculino e tem, aproximadamente, 3 cm de comprimento, 4 cm de largura e 2 cm de profundidade. Ela fica localizada logo abaixo da bexiga, numa posição anterior ao reto, bem próxima do início da uretra, canal que leva a urina da bexiga para o pênis

Uma das funções dessa glândula é produzir cerca de 20% do líquido seminal que transporta os espermatozoides, protegendo e nutrindo os gametas com sais minerais e enzimas. A outra é produzir o PSA (antígeno prostático específico), uma proteína que realiza a importante função de liquefazer o sêmen alguns minutos após a ejaculação, permitindo que os espermatozoides consigam se locomover no aparelho reprodutor feminino e fecundar o óvulo. 

Agora que você já entendeu o papel central da próstata na saúde reprodutiva do homem e sua anatomia em relação aos outros componentes da região da pelve, vai conseguir compreender melhor tanto a hiperplasia prostática benigna quanto o câncer de próstata. 

O que é a hiperplasia prostática benigna

A hiperplasia prostática benigna (HPB) ou próstata aumentada, é caracterizada pelo aumento do volume da próstata, em especial na zona de transição, que fica mais perto da uretra. Como consequência, a glândula comprime esse canal, causando sintomas como:

  • Urgência miccional (vontade forte e repentina de urinar)
  • Redução da força do jato urinário
  • Precisar fazer força para urinar
  • Micção frequente
  • Vontade de urinar durante a noite
  • Sensação de que a bexiga não foi esvaziada completamente depois de urinar

Esse problema é natural do envelhecimento masculino e costuma acometer os homens a partir dos 40 anos de idade. Estima-se que 50% dos homens com mais de 50 anos apresentarão algum grau da doença ao longo da vida. 

Apesar de causar sintomas e necessitar de tratamento, como  o próprio nome já diz, a hiperplasia prostática benigna não está associada ao câncer de próstata, nem aumenta as chances de o paciente desenvolver um tumor. Entretanto, é sim possível que o paciente apresente os dois problemas ao mesmo tempo. 

O que é câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor que mais acomete os homens brasileiros, sendo mais comum entre os homens com mais de 65 anos. Entretanto, pacientes mais jovens também podem ter a doença, principalmente se estiver relacionado a fatores de risco como histórico familiar da doença, tabagismo, má alimentação, sedentarismo ou alterações genéticas (como mutações nos genes BRCA1 E BRCA2).

Quanto mais o câncer de próstata se desenvolve, maiores os riscos à vida do paciente. O problema é que essa doença é tida como silenciosa e costuma manifestar sintomas somente em estágios mais avançados. 

Quando o tumor é localmente avançado, a uretra pode ser afetada, causando sintomas parecidos com a hiperplasia prostática benigna. Entretanto, no caso do câncer de próstata, o sangue na urina é um diferencial. 

Já quando o câncer se dissemina para os linfonodos da região pélvica, é comum que o paciente apresente inchaço nos membros inferiores.

E, por fim, depois de entrar em metástase e se espalhar para outras regiões do corpo, o câncer de próstata pode causar sintomas como dor nos ossos, dor na lombar e insuficiência renal. 

As principais diferenças entre hiperplasia prostática benigna e o câncer de próstata

A essa altura, você já deve ter compreendido que a hiperplasia prostática benigna e o câncer de próstata têm similaridades e diferenças fundamentais. Inclusive, como já falei, o homem pode ter as duas doenças ao mesmo tempo. 

A principal diferença entre essas enfermidades talvez seja o tratamento. Enquanto o câncer de próstata costuma necessitar de cirurgia, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia ou HIFU, por exemplo, a hiperplasia prostática benigna pode ser tratada com cirurgia ou medicamentos para retenção urinária.

Ao contrário da hiperplasia prostática benigna, o câncer de próstata causa um aumento muito lento do tamanho da glândula, de maneira que os sintomas só se manifestam em estágios mais avançados. 

Apesar dessas diferenças, ambas as enfermidades podem causar alterações nos níveis de PSA, o que faz desse exame ineficaz no diagnóstico diferencial. Nesse sentido, o exame de toque retal é fundamental, já que permite verificar tanto o aumento da próstata quanto a consistência da mesma (que permanece inalterada na HPB).

Precisamos falar sobre impotência sexual depois do câncer de próstata

Precisamos falar sobre impotência sexual depois do câncer de próstata

O câncer de próstata afeta o homem em diversos aspectos. Principalmente depois do tratamento, muitos pacientes experienciam a impotência sexual, o que pode ter impactos muito significativos na saúde mental e autoestima masculinas. 

Falar a respeito desse problema é fundamental para que os homens possam prevenir esse efeito colateral e se preparar para enfrentá-lo ao iniciar o tratamento de câncer, bem como obter todo o suporte necessário para restabelecer a potência futuramente. 

Porque o tratamento para câncer de próstata pode causar impotência sexual

Primeiramente, é preciso levar em conta que o próprio diagnóstico do câncer de próstata pode impactar a libido e a função erétil do homem. Afinal, descobrir que tem um tumor, causa sentimentos de medo e ansiedade no paciente. Então, é natural que ele tenha dificuldades de se relacionar sexualmente nesse período.

Depois, vem o tratamento, que pode ser feito por cirurgia, radioterapia, hormonioterapia ou uma combinação das diferentes técnicas. 

No caso da prostatectomia radical, que é a cirurgia de remoção da próstata, o procedimento pode lesionar o nervo cavernoso e veias da região. Por muito tempo, esse efeito colateral foi considerado inevitável mas, atualmente, a cirurgia robótica é capaz de proporcionar muito mais precisão durante o procedimento, com menos risco de que essas lesões aconteçam. 

Os mecanismos pelos quais a radioterapia pode causar disfunção erétil ainda não estão claros, mas a teoria mais aceita é de que a radiação afeta o bulbo peniano e o feixe neurovascular, dificultando a ereção. Além disso, a fadiga e desgaste físico causados pelos tratamento também podem diminuir a libido do paciente. 

Já a terapia de privação de andrógenoS (castração) é amplamente utilizada como um importante tratamento em pacientes com câncer de próstata, porque bloqueia as ações da testosterona e inibe a proliferação de células cancerosas. Consequentemente, a maioria desses homens experiencia dificuldades de ereção e diminuição do desejo sexual. 

Como prevenir a impotência sexual 

É difícil dizer se um paciente terá ou não disfunção sexual depois de um tratamento para câncer de próstata. Entretanto, ele deve ser sempre informado dessa possibilidade para que, juntamente do seu médico, possa traçar uma estratégia de tratamento que lide com a doença e busque prevenir, se possível, a impotência. 

Diversos estudos têm apontado os resultados positivos da cirurgia robótica na minimização de complicações pós-prostatectomia radical como a incontinência urinária e disfunção sexual. Inclusive, em diversos casos, o médico pode empregar técnicas que visam preservar, o máximo possível, as estruturas anatômicas ao redor da próstata. Um exemplo é a preservação da fáscia endopélvica associada à dissecção retrógrada dos feixes neurovasculares.

Vale ressaltar que alguns fatores podem aumentar significativamente as chances de um paciente desenvolver impotência sexual depois do tratamento para câncer de próstata, como problemas cardiovasculares, tabagismo, sedentarismo e obesidade. 

Como reverter a impotência sexual depois do câncer de próstata

Atualmente, existem diversos tratamentos disponíveis para que o homem restabeleça sua vida sexual de maneira plena depois de enfrentar o câncer. 

As opções incluem intervenções farmacológicas e não farmacológicas. As farmacológicas incluem inibidores de PDE-5, como o sildenafil (Viagra®), por exemplo, supositórios intrauretrais e injeções intracavernosas. 

Já as terapias não farmacológicas podem incluir fisioterapia da região pélvica, dispositivos de constrição a vácuo e implantes penianos. 

No período pós-operatório é muito importante que o homem tenha paciência. É perfeitamente possível recuperar a potência sexual depois do tratamento de câncer de próstata, mas esse pode, muitas vezes, ser um processo longo. 

É muito compreensível que o homem se sinta frustrado diante desse problema mas, frequentemente, a ansiedade pode acabar prejudicando a retomada da potência de maneira plena, já que o fator psicológico tem um papel fundamental na sexualidade. 

Para atravessar esse período, é muito importante que o paciente compartilhe seu sentimento com o médico e, se for necessário, que busque ajuda terapêutica ou mesmo inicie um trabalho com profissional sexólogo. 
Espero que esse artigo tenha trazido esclarecimentos a respeito do assunto e, se você quer continuar se informando sobre saúde e sexualidade do homem, me acompanhe, também, no Instagram e Facebook.

Câncer de rim: tecnologia infravermelha é aliada na cirurgia robótica

Câncer de rim: tecnologia infravermelha é aliada na cirurgia robótica

O tratamento padrão para o câncer de rim é a remoção parcial ou total do órgão, já que esse tipo de tumor não costuma responder bem à quimio ou radioterapia. Além disso, quando uma massa é identificada no rim do paciente, é difícil dizer se é maligna ou benigna. Então, a cirurgia é fundamental, já que ela vai permitir fazer a biópsia. 

A decisão de remover todo o órgão ou somente a parte comprometida pelo câncer vai depender do tamanho do tumor, da sua localização e do estado de saúde do paciente. 

Atualmente, a nefrectomia parcial, nome da cirurgia de retirada de parte do rim, pode ser feita por cirurgia robótica, com grandes benefícios para o paciente. 

Devido à sua precisão, essa tecnologia possibilitou que mais pacientes pudessem continuar com os dois rins ativos, mesmo depois do tratamento de câncer. 

Como é a cirurgia robótica para câncer de rim

Com o paciente sedado, são feitas pequenas incisões em seu abdômen, por onde serão inseridos os instrumentos robóticos. Esses cortes substituem a grande feita durante a nefrectomia aberta, possibilitando uma recuperação mais rápida e menores chances de complicações. 

O cirurgião opera sentado, enxergando por um visor que exibe imagens 3D em tempo real de dentro do corpo do paciente. Com os dedos, ele controla os movimentos dos instrumentos que vão fazer a ressecção do tumor, preservando o maior número de néfrons (estruturas responsáveis pela filtragem do sangue) possível, na nefrectomia parcial.

Essa é uma cirurgia considerada delicada porque um grande fluxo sanguíneo passa através da artéria e veia renal. Para impedir o sangramento excessivo, o médico poderá utilizar uma técnica chamada clampeamento (ou isquemia) dos vasos renais. Depois de fazer o clampeamento, é necessário ser muito rápido para restabelecer o fluxo sanguíneo e não danificar os tecidos saudáveis. 

Caso não seja possível realizar a isquemia, haverá maior sangramento na região e, mais uma vez, agilidade é fundamental na hora da sutura. Em ambas as situações, a cirurgia robótica é uma grande aliada, porque permite que o cirurgião realize o procedimento com muita rapidez e precisão. 

Como a tecnologia infravermelha ajuda na cirurgia robótica para câncer de rim

Uma das novidades nos últimos anos que possibilitou levar a cirurgia robótica a um novo nível de precisão, principalmente para compensar a falta de sensibilidade tátil, foi a tecnologia infravermelha, também chamada de Firefly

Essa técnica utiliza um corante de lidocaína que fica verde brilhante quando uma câmera especial de infravermelho é utilizada durante a cirurgia, possibilitando melhor visualização do tecido saudável, além de acompanhar o suprimento de sangue para o tumor.

Ela pode ser utilizada em três fases diferentes do procedimento:

  • Na primeira, o anestesiologista injeta o corante por via venosa, o que fornece uma imagem detalhada do suprimento de sangue ao rim. 
  • A segunda injeção permite que o cirurgião diferencie melhor o tecido canceroso do tecido renal saudável, diminuindo a possibilidade de deixar fragmentos do tumor para trás ou de ressecar porções sadias.
  • A terceira e última injeção de corante vai garantir que o suprimento de sangue para o rim foi devidamente restaurado. 

É importante ressaltar, no entanto, que nem toda nefrectomia parcial necessita da tecnologia infravermelha.

Se você quer continuar se informando a respeito da cirurgia robótica no tratamento do câncer de rim e outras enfermidades, me acompanhe, também, no Instagram e Facebook! 

O que esperar de uma cirurgia robótica urológica

O que esperar de uma cirurgia robótica urológica

A cirurgia robótica está se tornando cada vez mais conhecida como tratamento de diversas doenças. Na urologia, a cirurgia robótica é comumente utilizada para tratar o câncer de próstata, de bexiga e de rim, oferecendo toda a precisão necessária para operar em regiões delicadas da pelve. 

Aos poucos, os pacientes estão conhecendo as vantagens desse tipo de procedimento que, hoje, é o que há de mais avançado quando falamos em intervenções cirúrgicas minimamente invasivas no tratamento do câncer. Se você quer saber o que esperar de uma cirurgia robótica, continue lendo esse artigo. 

Entenda o que é exatamente uma cirurgia robótica

Para que você saiba o que esperar desse tipo de procedimento, é importante compreender como ele é feito. 

Em todas as especialidades, a cirurgia robótica segue o mesmo princípio: são feitos pequenos cortes no abdômen do paciente sedado. Por eles, inserimos instrumentos chamados trocadores, por onde vão passar uma microcâmera e as pinças robóticas acopladas aos braços do robô. Todos controlados pelo médico cirurgião. 

O médico opera sentado na mesma sala, mas afastado da mesa cirúrgica. Ele fica sentado em um console, e enxerga tudo por um visor, com imagens em alta definição e 3D, transmitidas em tempo real pela microcâmera. Essa tecnologia possibilita ao cirurgião enxergar como se ele estivesse dentro do paciente. 

Além disso, o médico controla os movimentos do robô com uma espécie de joystick super articulado, permitindo que os pequenos instrumentos realizem incisões extremamente precisas e rápidas em tecidos muito delicados. Trata-se da tecnologia Endowrist, que oferece movimentos ainda mais articulados do que o pulso humano. 

As imagens capturadas pela microcâmera também são transmitidas para um visor, para que toda a equipe possa acompanhar o procedimento.

O que a cirurgia robótica oferece é a realização de um procedimento minimamente invasivo, ou seja, com cortes menores e mais discretos, além de alta precisão. Na prática, isso significa menores chances de complicações e recuperação mais rápida. 

Se preparando para uma cirurgia robótica

Apesar de ser minimamente invasiva, uma cirurgia assistida por robô ainda requer os mesmos cuidados pré-operatórios de um procedimento aberto. 

Isso significa a realização de diversos exames, que podem variar de acordo com o tipo de procedimento. Não é incomum, no caso da prostatectomia, por exemplo, fazermos uma cistoscopia, exame endoscópico que permite visualizar o tamanho da próstata. 

É muito importante que o paciente informe ao médico sobre o uso de qualquer tipo de medicação, já que alguns fármacos podem interferir no processo de coagulação sanguínea, aumentando as chances de sangramentos durante e após o procedimento. 

Isso é muito importante, principalmente, no caso da nefrectomia parcial, já que o rim é um órgão muito vascularizado. 

Por fim, é importante que o paciente se planeje para o período de recuperação em casa. Apesar de ser mais curto e tranquilo do que numa cirurgia aberta, ainda será necessário tomar alguns cuidados durante esse tempo. 

Período pós-operatório e recuperação da cirurgia robótica 

Geralmente, o período de internação costuma durar de 24h a 48h, mas pode ser mais longo em alguns casos. Se foi necessário remover os gânglios linfáticos da região, por exemplo, a recuperação pode ser um pouco maior, já que é uma intervenção cirúrgica mais complexa. 

No caso da prostatectomia, cirurgia de remoção da próstata, a recuperação costuma durar cerca de dez dias, e, nesse período, o paciente fica com uma sonda na bexiga. Isso facilita a saída da urina e ajuda na cicatrização da região. 

O paciente pode voltar a se alimentar no mesmo dia da cirurgia robótica e, de maneira geral, é recomendado fazer pequenas caminhadas pelo hospital. Essa atividade ajuda na circulação sanguínea, evitando coágulos e promovendo o trânsito intestinal.

Sempre pergunte ao seu médico quando você poderá voltar ao trabalho, dirigir, carregar peso ou praticar atividade física, das mais leves às mais rigorosas. Afinal, as recomendações podem variar de acordo com o estado de saúde geral do paciente.   

Vida sexual depois da prostatectomia robótica 

Uma das principais preocupações do homem a respeito da cirurgia de câncer de próstata ou de bexiga é a perda da potência sexual e da continência urinária. 

Embora esses sejam efeitos colaterais temidos pelo paciente, a cirurgia robótica possibilita, atualmente, preservar os nervos responsáveis por essas funções, favorecendo uma recuperação plena do paciente no que diz respeito a essas funções. Entretanto, cada caso é único, então outros fatores podem ter influência na disfunção erétil e urinária, como os seguintes:

  • Sedentarismo
  • Tabagismo
  • Consumo de álcool
  • Impotência antes da cirurgia

Além disso, ainda que o paciente apresente dificuldades de ereção após a cirurgia, esse processo pode ser revertido com diversos tipos de tratamento. No entanto, é fundamental que ele tenha paciência, mesmo porque, o fator psicológico é muito relevante quando o assunto é sexualidade. 

Se cobrar para ter ereção depois de uma cirurgia como essa pode mais prejudicar do que ajudar no processo de retomada da vida sexual. Discuta com seu médico todas as suas angústias em relação a isso! Ele está pronto para te ajudar. 

Conheça os principais sintomas do câncer de próstata e formas de prevenir a doença

Conheça os principais sintomas do câncer de próstata e formas de prevenir a doença

Esse é o segundo tipo de tumor mais frequente entre os homens, ficando atrás somente do câncer de pulmão. Infelizmente, ainda é comum que a doença só seja descoberta em estágios mais avançados e, por isso, é fundamental conhecer os principais sintomas do câncer de próstata e como preveni-lo. 

O que é câncer de próstata 

Mais frequente em homens a partir dos 40 anos, o tumor na próstata é uma neoplasia maligna, que costuma ser diagnosticada a partir dos exames de toque retal, de sangue e biópsia. 

Atualmente, já existem diversos tratamentos para a doença, entre elas a cirurgia de remoção de próstata (prostatectomia), que pode ser realizada tanto por via aberta quanto minimamente invasiva

Os principais sintomas do câncer de próstata 

A maioria dos sintomas do câncer de próstata também pode ser provocada por outras condições. Então, se você notar algum dos sintomas abaixo, não se desespere: procure um urologista para receber o diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado. 

Os principais sintomas que indicam câncer de próstata são os seguintes:

  • Micção frequente
  • Jato urinário fraco ou interrompido
  • Vontade de urinar frequentemente à noite (nictúria)
  • Sangue na urina
  • Sangue no sêmen
  • Disfunção erétil.
  • Dor no quadril, costas, coxas, ombros ou outros ossos, em caso de metástase
  • Fraqueza ou dormência nas pernas ou pés.

Prevenção do câncer de próstata ainda é o melhor caminho 

Na maioria dos casos, o câncer de próstata se desenvolve lentamente, sem sequer ameaçar a vida do homem durante anos. 

Como a doença não costuma causar sintomas nesse estágio inicial, o rastreamento tem um papel fundamental na detecção precoce da doença, quando as chances de cura da doença podem ser superiores a 90%. 

Em algumas situações, inclusive, fazemos apenas uma vigilância ativa, para acompanhar o desenvolvimento da doença. 

Entretanto, uma pesquisa realizada em 2018 pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) apontou que 49% dos homens acima dos 45 anos nunca realizaram o exame de toque retal, fundamental para o diagnóstico da neoplasia. 

Eles costumam evitar a ida ao urologista e só procuram o médico quando identificam algum sintoma. O problema é que esperar o aparecimento dos sintomas significa, na maioria das vezes, deixar que o câncer evolua para estágios mais avançados, com tratamento mais difícil e menores chances de cura. 

Como prevenir o câncer de próstata na prática

A melhor forma de prevenir o câncer de próstata e outros tipos de tumor é levado uma vida saudável. Isso inclui uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, com pouca gordura de origem animal. 

A prática de atividade física regular também é fundamental, fazendo o controle do ganho de peso. 

Outros fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata são o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas. A American Cancer Society recomenda não ingerir bebidas alcoólicas, mas, se forem beber, os homens não devem passar de duas doses diárias. 

Por fim, como falei, é importantíssimo que o homem faça o acompanhamento urológico a partir dos 40 anos de idade, quando o risco de desenvolver câncer de próstata aumenta significativamente. 

Conheça as possibilidades da cirurgia robótica em urologia

Conheça as possibilidades da cirurgia robótica em urologia

A cirurgia robótica revolucionou diversas especialidades da medicina mas, sem dúvidas, é um grande destaque na urologia. Pode ser utilizada para tratar doenças malignas e benignas da próstata, rins e bexiga, com versatilidade e altíssima precisão. 

Por esse motivo, a cirurgia robótica tem sido cada vez mais utilizada em todo o mundo, na direção de consolidar-se como tratamento padrão ouro quando o assunto é prostatectomia radical e nefrectomia parcial, por exemplo. 

Nesse artigo, vou contar em quais tipos de cirurgia urológica a tecnologia robótica pode ser utilizada e como ela se destaca em relação à outras técnicas. Todos eles são procedimentos minimamente invasivos, em que são feitas pequenas aberturas no abdômen do paciente, por onde são inseridos os instrumentos do robô. 

Inclusive, vale ressaltar que o sistema robótico funciona sob o comando do cirurgião e, apesar da alta tecnologia envolvida, no fim das contas, a experiência do médico tem papel central no sucesso de qualquer procedimento. 

Prostatectomia por via robótica 

O objetivo da prostatectomia é remover parte ou a totalidade da próstata quando ela apresenta problemas como aumento de tamanho (hiperplasia) ou câncer. 

A próstata aumentada pode pressionar os ductos por onde passam a urina e causar uma série de desconfortos relacionados à micção. O tratamento pode envolver medicação e, em alguns casos, a realização de uma prostatectomia parcial. 

Nesse procedimento, vamos remover parte da glândula, preservando sua cápsula.

Já quando paciente desenvolveu um tumor na próstata, o procedimento ideal é a prostatectomia radical, em que toda a glândula é removida. 

Em ambos os procedimentos, a cirurgia robótica é uma grande aliada para resultados mais satisfatórios. 

Primeiramente, por ser um procedimento minimamente invasivo, a cirurgia robótica não vai necessitar de uma grande abertura no abdômen do paciente, o que possibilita recuperação mais rápida. 

Em indivíduos que já passaram ou vão precisar passar por sessões de radioterapia, por exemplo, esse é um grande diferencial, já que a cirurgia será menos traumática para o organismo.

Em segundo lugar, a cirurgia robótica é muito mais precisa e, atualmente, já existem técnicas que visam preservar os nervos responsáveis pela ereção e pela continência urinária, minimizando os efeitos colaterais desse tipo de procedimento.

Ainda que o paciente apresente um quadro de impotência sexual e incontinência urinária após esse tratamento, é perfeitamente possível que ele se recupere de maneira plena devido à preservação dos tecidos da região. 

Cistectomia por via robótica 

A cistectomia é a cirurgia de remoção total ou parcial da bexiga. Ela é utilizada, principalmente, no tratamento de tumores no órgão. 

Como o câncer de bexiga costuma ser detectado quando a doença já está em estágio mais avançado, é frequente também ser necessário remover as estruturas que cercam o tumor, como a próstata e vesículas seminais, no caso dos homens, e ovários, tuba uterina, útero, colo do útero e uma pequena parte da vagina, no caso das mulheres. 

Trata-se de um procedimento delicado, em que será necessário reconstruir o fluxo da urina do paciente. O método mais utilizado é uma derivação externa, mas também possível criar uma neobexiga ileal ou colônica.

Por via robótica, esse procedimento está associado a um menor percentual de complicações peri-operatórias, com tempo reduzido da cirurgia. 

Nefrectomia por via robótica

A nefrectomia é a cirurgia para retirada total ou parcial de um dos rins. É muito indicado em casos de tumor maligno ou de perda de função renal com risco para a saúde do paciente.

Dependendo do tamanho e localização do tumor renal, pode ser possível remover apenas a porção comprometida do órgão, preservando a maior quantidade de néfrons possível (estrutura responsável pela filtragem do sangue).

O advento da cirurgia robótica foi fundamental para que a nefrectomia parcial fosse uma possibilidade para mais pacientes. 

Como um grande fluxo sanguíneo passa através da artéria e veia renal, poderá ser usada uma técnica chamada clampeamento (ou isquemia) dos vasos renais. Depois de fazer o clampeamento, o cirurgião precisa ser muito ágil para restabelecer o fluxo de sangue do rim e preservar as estruturas saudáveis do órgão.

Caso não seja possível realizar a isquemia, haverá maior sangramento na região. Em ambas as situações, a cirurgia robótica oferece muitas vantagens por permitir que o cirurgião seja rápido e ágil tanto nas ressecções quanto no processo de sutura. Com isso, o risco de sangramento excessivo é muito menor. 

Um outro ponto forte da cirurgia robótica na nefrectomia total e parcial é seu caráter minimamente invasivo. Na técnica aberta, é necessário fazer um grande e profundo corte na lateral do abdômen do paciente, enquanto por via laparoscópica ou robótica, o procedimento pode ser feito por pequenas incisões, diminuindo o desconforto estético causado por uma grande cicatriz. Além disso, a recuperação será mais rápida e tranquila.

Entenda o que é o câncer de próstata resistente à castração

Entenda o que é o câncer de próstata resistente à castração

Nem todo câncer de próstata é igual. Além de diferenças devido ao estágio da doença, a resposta ao tratamento também define o tipo de tumor.

Um dos tratamentos mais comuns é a terapia hormonal, que tem como objetivo reduzir o nível de hormônios masculinos no corpo. 

Os andrógenos estimulam as células do tumor a crescerem e, portanto, diminuir o nível desses hormônios pode fazer com que os tumores diminuam de tamanho ou cresçam mais lentamente por um tempo. Entretanto, é importante ressaltar que a hormonioterapia não cura o câncer de próstata. 

Quando o câncer não responde a esse tipo de tratamento, é chamado de resistente à castração. 

Para quem a terapia hormonal é indicada

A terapia hormonal pode ser de diversos tipos e pode ser utilizada em diversas situações, como as seguintes:

  • O câncer de próstata já entrou em metástase. Portanto, o paciente não pode remover a glândula e nem passar por radioterapia.
  • O câncer entrou em recidiva após cirurgia ou radioterapia.
  • Em conjunto com a radioterapia como tratamento inicial, se o paciente tem alto risco de recidiva após o tratamento.
  • Antes da radioterapia, para tentar reduzir o tamanho do tumor e aumentar a eficácia do tratamento.

Porque alguns tumores se tornam resistentes à castração

É muito comum que tumores da próstata que inicialmente responderam muito bem à terapia hormonal voltem a aumentar de tamanho, mesmo com níveis muito baixos de andrógenos.

Isso pode acontecer por diversos motivos, como os seguintes:

  • As células tumorais estão produzindo mais moléculas receptoras de andrógenos
  • Houve uma mudança no gene do receptor de andrógenos, tornando-o mais ativo
  • Houve uma mudança na própria atividade das proteínas que controlam a função do receptor de andrógenos
  • O tumor aumentou de tamanho por outros mecanismos não relacionado ao receptor de andrógenos

No início de seu desenvolvimento, os tumores da próstata precisam de níveis relativamente altos de andrógenos para aumentar de tamanho. Entretanto, quanto mais a doença progride, maiores as chances de o câncer se tornar resistente à terapia hormonal. 

Caminhos do tratamento depois do diagnóstico

Geralmente, sabemos que o paciente tem um tumor resistente à castração quando os exames de sangue mostram níveis progressivamente altos de PSA e baixos níveis de testosterona. Quando isso acontece, a estratégia de tratamento deve mudar. 

O câncer de próstata resistente à castração representa, ainda, um desafio para a urologia. Entretanto, diversos tratamentos ainda estão disponíveis, de acordo com as condições e características clínicas de cada paciente. 

O mais recente avanço nesse sentido é a aprovação da darolutamida (Nubeqa®), um antiandrogênico oral que foi aprovado e registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no começo de 2020 e que já está em circulação no Brasil. 

Ele é utilizado no tratamento do câncer de próstata resistente à castração não metastático. Outros medicamentos bloqueadores androgênicos completos como apalutamida e enzalutamida também têm resultado positivo no tratamento desse tipo de tumor, mas com efeitos colaterais difíceis de manejar. 

Outras opções de tratamento incluem a inibição da síntese androgênica, imunoterapia, quimioterapia e radioterapia.

Page 11 of 17

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén