Escâner de altíssima resolução possibilita rapidez no diagnóstico do câncer

Já pensou contar com uma tecnologia que produz uma imagem digital precisa, o que permite aos médicos uma maior rapidez no diagnóstico do câncer? Essa tecnologia existe há alguns anos: são os chamados escâneres de alta resolução.

Vamos saber mais sobre o assunto?

Escâneres de alta resolução e o diagnóstico de câncer

Qual a forma mais tradicional de se diagnosticar um tumor? Simples. Uma amostra do tecido suspeito é colhida por meio de uma biópsia e os especialistas montam lâminas com fragmentos do material, que são analisadas no microscópio.

Porém, apesar de ainda pouco difundidas, já existem algumas tecnologias de ponta que facilitam os diagnósticos e análises genéticas de tumores, como  o câncer de próstata, que podem ajudar os médicos e pacientes por meio da patologia digital e de algoritmos de inteligência artificial.  

A patologia digital consiste no uso de escâneres de altíssima resolução que têm como função produzir uma imagem digital precisa, permitindo ao patologista a análise do tumor por um computador. 

Com isso, o especialista consegue compartilhar, de forma totalmente digital, as amostras do tecido sempre que necessário. Assim,  o caso do paciente em questão pode ser discutido por outros especialistas alocados em qualquer lugar do mundo. 

E não para por aí. Hoje em dia, também contamos com o desenvolvimento de algoritmos de inteligência artificial. A proposta é interpretar as imagens e os dados digitais, ajudando o patologista na análise de lâminas e no diagnóstico preciso da doença. 

O diagnóstico por algoritmo indica, por exemplo, qual é a agressividade da intervenção cirúrgica, bem como da radioterapia e de outros tratamentos indicados para o paciente. Outro benefício é a possibilidade de identificar mutações e modificações moleculares, algo que o olho humano não consegue perceber, mas a máquina sim. 

Para se ter uma ideia, um estudo liderado por um patologista do Grupo Oncoclínicas apontou que o uso dos algoritmos têm o potencial de acelerar em cerca de 65% o diagnóstico de tumores de próstata, por exemplo.

Ou seja, isso significa que a medicina tem avançado bastante nos últimos anos, o que possibilita ao paciente receber o seu diagnóstico preciso, sem falsos negativos, avaliado pelos melhores especialistas, estando ele em uma metrópole ou em uma cidade mais carente de recursos.

3 perguntas frequentes sobre a próstata

É muito comum que o paciente chegue ao consultório com milhares de dúvidas e preconceitos a respeito do exame de próstata e um total desconhecimento acerca de sua importância para o diagnóstico precoce de doenças como o câncer. Segundo o INCA, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, e muito desse motivo se dá à falta de informação, preconceito e até vergonha. 

Por isso, hoje, venho esclarecer algumas questões: como é o exame de próstata? Com que idade devo começar a fazer o exame? O tratamento do câncer de próstata provoca incontinência urinária?

Confira!

Importância da próstata

Muito se fala em próstata, mas você sabe qual é a sua utilidade? Bom, a próstata é uma glândula do sistema genital masculino, que fica na frente do reto e logo abaixo da bexiga urinária. Podemos dizer que o seu tamanho varia de acordo com a idade. Por exemplo, em homens mais novos, ela costuma ser do tamanho de uma noz, mas pode crescer com o avançar da idade.

Sua principal função é produzir o fluido que serve como proteção e nutrição dos espermatozoides no sêmen, tornando-o mais líquido. 

Como é o exame de próstata? 

Por causa do preconceito que envolve o exame, muitos homens são diagnosticados com algum problema no órgão, como o câncer, quando a doença já está em estados mais avançados, o que leva a uma alta taxa de óbitos. Quando identificado em fase inicial, o câncer de próstata tem altos índices de cura.

Por isso, é tão importante fazer regularmente o exame de próstata, já que eles avaliam se há alterações presentes na glândula. Os exames, conhecidos como PSA e toque prostático, servem para diagnosticar a condição antes mesmo do surgimento de sintomas. O PSA avalia os níveis de concentração dessa glicoproteína que é produzida, primariamente, pelas células epiteliais da próstata. A sua presença no sangue do homem não é anormal, desde que a quantidade esteja equilibrada.

Caso haja alterações nesses exames, o médico especialista poderá solicitar outros, como medição do jato de urina e ultrassonografia transretal, para melhor investigação de tumores que podem ser malignos e evoluírem para câncer.

Com que idade devo começar a fazer o exame?

Simples. Se há na família alguém que tenha tido câncer de próstata, o homem deve começar o preventivo mais cedo, a partir dos 45 anos. Se não tem nenhum histórico na família, aí, sim, pode começar aos 50 anos.

O tratamento do câncer de próstata provoca incontinência urinária?

No caso de câncer, o cirurgião talvez precise cortar o músculo para retirar todo o tumor com uma boa margem de segurança, o que pode ocasionar perdas urinárias no pós-operatório.  Dependendo do quanto se corta o músculo, o paciente pode ter uma perda da continência ou incontinência urinária completa.

Porém, isso ocorre muito raramente, sendo em apenas 1% dos pacientes, geralmente aqueles obesos, sedentários e que fazem uso de cigarro. Os demais tendem a apresentar um grau de incontinência temporária, que some depois do tratamento. 

Vale dizer também que a radioterapia, tratamento muito comum do câncer, não deixa o paciente com incontinência urinária.

Obesidade X saúde urológica

Muitas pessoas não sabem o quanto a obesidade influencia na saúde urológica, mas é uma realidade. A obesidade aumenta o risco de a pessoa desenvolver diversos tipos de doenças. A exemplo, podemos citar câncer de rim e próstata, cálculos renais e problemas no trato.

Continue a leitura para saber mais!

Sobre a obesidade

Nos últimos anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a obesidade como uma doença crônica, ou seja, que demanda tratamento específico e de longo prazo. Ela, hoje, é definida como um depósito de excesso de gordura que prejudica a saúde.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, o índice de obesos jovens aumentou muito no país na última década. Entre 2003 e 2019, por exemplo, o número passou de 12,2% para 26,8%. Além disso, há uma preocupação com a obesidade feminina, que subiu de 14,5% para 30,2%.

A obesidade é considerada uma doença multifatorial e pode causar problemas como hipertensão, diabetes, infarto, AVC, infertilidade e sobrecarga da coluna e dos membros inferiores, sem contar os sintomas sociais e psicológicos envolvidos. 

Obesidade X saúde urológica

Como dito, a obesidade pode aumentar o risco de patologias como câncer de rim e próstata, cálculos renais, problemas no trato urinário como incontinência, litíase renal e hiperplasia prostática benigna.

Além do mais, a obesidade é  fator de risco para vários tumores urológicos, por exemplo o câncer de próstata e o câncer de rim.

Vale destacar que ela pode contribuir para o surgimento de disfunções sexuais, uma vez que, quando o paciente é obeso, fica com a produção de testosterona prejudicada. 

Tratamento

Uma alimentação saudável é um dos primeiros passos para o tratamento da obesidade. Nesse sentido, adote uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras, laticínios com baixo teor de gordura e gorduras saudáveis. Escolha também alimentos ricos em fibras e proteínas, pois eles são mais nutritivos e ajudam a se sentir mais satisfeito.

Somando-se a isso, vale a pena praticar exercícios regulares como caminhada, ciclismo ou natação para queimar calorias extras e fortalecer o seu corpo.

Isso sem falar da importância de controlar o estresse, que pode levar ao ganho de peso. Aprenda técnicas de relaxamento e pratique exercícios de respiração profunda para reduzir os níveis de estresse.

Por fim, tente, ainda, obter entre 7 e 8 horas de sono por noite, pois isso ajuda a regular os hormônios relacionados à saciedade e à fome.

Para que sua saúde urológica fique em dia, faça o acompanhamento periódico com o urologista. Assim, você garante uma qualidade de vida maior e a chance de diagnósticos precoces.

Câncer de bexiga: sangue na urina é um sinal que merece atenção!

Muito pouco ainda se fala sobre o câncer de bexiga, porém, você sabia que ele está entre os dez tipos de câncer mais comuns do mundo? 

Sabendo disso, é importante ficar atento aos sinais, que podem ser parecidos com outras doenças no trato urinário. O sangue na urina, por exemplo, é um sintoma que merece bastante atenção. 

Continue a leitura para saber mais!

Câncer de bexiga

A bexiga é o órgão que armazena a urina antes de ser eliminada do corpo. Durante a micção, os músculos da bexiga se contraem e a urina é eliminada através da uretra.  O câncer de bexiga ocorre quando parte das células do órgão começam a crescer e a se multiplicar de forma desordenada, criando tumores que podem invadir órgãos vizinhos. 

Trata-se de uma doença que possui alto risco de recidiva, além de progressão rápida. Mesmo que o paciente não sinta dor ao urinar, mas identifique sangue na urina, é preciso buscar ajuda profissional, visto que esse é o principal sintoma do tumor. Como é um sinal visível, isso faz com que os pacientes busquem ajuda médica logo. Por isso, normalmente, os tumores são diagnosticados no início.

Outros sintomas incluem desconforto ao urinar, vontade de fazer xixi várias vezes ao dia, dores na região pélvica e redução da urina. Em casos mais avançados, os pacientes podem apresentar sintomas como perda de peso, cansaço, fraqueza, perda do apetite, dor óssea e incapacidade de urinar. 

Mas vale dizer que esses sinais também são comuns em outras doenças como infecção urinária, aumento benigno da próstata, bexiga hiperativa e pedras nos rins e bexiga.

Fatores de risco

Alguns fatores de risco podem contribuir altamente para o câncer de bexiga, como o tabagismo, responsável por mais da metade dos casos. As substâncias químicas presentes no cigarro entram na corrente sanguínea e são filtradas pelos rins. Na bexiga, a urina ainda carrega seus componentes e pode danificar as células do órgão.

Outros fatores incluem:

  • exposição a diversos compostos químicos
  • baixo consumo de líquidos
  • analgésicos em excesso
  • idade e etnia

Tratamento

Quando o câncer de bexiga está nos estágios iniciais, o tumor pode ser retirado por via endoscópica através da uretra, com uma ressecção transuretral endoscópica. Contudo,  em estágios mais avançados, pode ser necessária a retirada total da bexiga e órgãos próximos. 

Por isso, seja qual for o sintoma, não hesite em procurar um urologista, afinal, as causas para esse problema podem ser várias, porém, quanto antes for tratado, mais chances de sucesso.

Cirurgia robótica no câncer de bexiga: entenda!

A cirurgia robótica é uma tecnologia que veio mesmo para ficar. É indiscutível que os robôs vêm revolucionando a medicina, já que, com pequenas incisões, é possível retirar tumores, ter uma ampla visão da região e contar com muito mais precisão. A cirurgia robótica, por exemplo, tem sido eficaz quando o assunto é o câncer de bexiga.

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O câncer de bexiga

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a cada ano, cerca de 10 mil novos casos de câncer de bexiga são diagnosticados no Brasil. Esse tipo de câncer é o 6º mais comum nos homens e o 19º mais frequente nas mulheres. A maior incidência no sexo masculino está atrelada a hábitos como o fumo e contato com outras substancias químicas. 

A partir de sintomas sugestivos da doença, como dor ao urinar e sangue na urina, os pacientes podem ser submetidos a testes clínicos, laboratoriais ou radiológicos. Alterações como urgência para urinar ou aumento da frequência urinária também são sintomas que merecem atenção e investigação.

Nos casos mais avançados, podem ocorrer sintomas como perda de peso, cansaço, fraqueza, perda do apetite, dor óssea e incapacidade de urinar. Porém, vale destacar que esses sintomas também são comuns em outras doenças como infecção urinária, aumento benigno da próstata, bexiga hiperativa e pedras nos rins e bexiga.

Na presença de sintomas, é fundamental buscar o auxílio de um profissional o quanto antes. O diagnóstico será feito após exames e a alternativa de tratamento vai depender do grau de evolução da doença.

Cirurgia robótica no câncer de bexiga

Há uns anos, usava-se a cirurgia aberta para tratamento de câncer na bexiga, chamada de cistectomia, onde se fazia um grande corte do abdômen. Mas, hoje em dia, a cirurgia robótica vem oferecendo uma opção menos invasiva para este tipo de procedimento.

Sendo uma técnica minimamente invasiva, essa cirurgia é feita com incisões mínimas, o que diminui o tempo de recuperação e internação, oferecendo mais conforto ao paciente e menos riscos de infecções, por exemplo.

A cirurgia robótica permite que o cirurgião tenha uma excelente visão da cavidade interna e uma ótima precisão dos movimentos. Consequentemente, há menor chance de sangramento e maior segurança para realizar a retirada do tumor.

Câncer de próstata: 20% dos casos são diagnosticados em estágio avançado

Você sabia que aproximadamente 20% dos pacientes diagnosticados com câncer de próstata possuem o tipo localmente avançado do tumor? Esse tipo diz de tumores que cresceram a um nível que afetou as estruturas próximas à próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e em frente ao reto, porém, sem acometer os gânglios ou apresentar metástase.

Vamos entender melhor? Continue a leitura!

O câncer de próstata

A próstata, sem dúvidas, é um dos temas mais abordados quando falamos sobre saúde masculina. O câncer de próstata se caracteriza como uma doença silenciosa, que representa 29% dos diagnósticos da doença no Brasil. Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (INCA), que apontam ainda para mais de 65 mil novos casos a cada ano.

Nos estágios iniciais, a patologia não costuma causar nenhum sintoma ao homem. Contudo, em estágio avançado, pode apresentar sinais como dor óssea, perda de peso, hematúria, retenção urinária e dificuldade na micção. Entre os fatores de risco, podemos citar a idade avançada, o histórico familiar, a obesidade e o uso de tabaco.

20% dos pacientes têm o tipo localmente avançado

Esse número, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), pode ser fruto da pandemia. Em função dela, 55% dos homens acima de 40 anos deixaram de fazer alguma consulta ou tratamento médico. Ainda há aqueles que sentem o preconceito, sobretudo quando o assunto é o exame de toque. Mas o que seria o tumor avançado?

O tumor localmente avançado da próstata costuma atingir a gordura em torno da próstata, a vesícula seminal e a bexiga. Mesmo sendo de alto risco para os pacientes, ainda existe um alto índice de cura quando é tratado de forma adequada e precoce. Estudos apontam que as chances de cura são superiores a 80%.

Para isso, é preciso fazer a cirurgia para a retirada local da próstata, procedimento nomeado como prostatecmonia radical, enviando o material coletado para análise em laboratório para confirmação do estágio do câncer. Mas, além disso, existem algumas técnicas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, que trazem excelentes resultados.

Por meio dessas técnicas, os cirurgiões conseguem fazer pequenas incisões e inserir instrumentos especiais a fim de remover a próstata de maneira menos invasiva e com mais precisão dos movimentos. Essas alternativas aceleram o tempo de recuperação do paciente e diminuem o risco de complicações, como infecções.

Existem, ainda, outras opções que englobam a radioterapia e a hormonioterapia, entretanto, vale lembrar que a melhor escolha depende de uma análise criteriosa de cada caso. 

Prevenção

O ideal é realizar o exame de PSA e o exame de toque retal para identificar o câncer. Se necessário, é possível solicitar exames adicionais como ultrassom e biópsia. Vale lembrar que a rotina urológica após os 40 anos é fundamental, pois, em estágios precoces, o câncer de próstata tem boas chances de cura com o tratamento adequado.

Além disso, existem alguns cuidados que todos devem seguir, como não ficar muito tempo sem urinar, manter uma alimentação saudável, evitar o consumo de álcool, ficar longe de cigarros e controlar doenças como diabetes, pressão alta e problemas de colesterol. 

Também vale a pena contar com um médico de confiança para realização de consultas e check-up anual. 

Inovações no tratamento de incontinência urinária

Você sabia que qualquer perda de urina, mesmo que seja somente algumas gotas de xixi, já é considerada incontinência urinária? Sim, isso porque perder urina não é normal, independentemente da idade, sexo e da atividade que estiver sendo realizada no momento. 

Se isso acontece com você, é necessário investigar a sua causa e procurar o devido tratamento, pois a incontinência urinária não é somente um problema físico. Ela pode afetar aspectos emocionais, psicológicos e a vida social das pessoas, já que muitos que têm essa condição têm vergonha ou  medo de fazer suas atividades diárias normais para evitar expor o seu problema.

Sabendo disso, entenda melhor a doença e veja as inovações no tratamento!

O que é a incontinência urinária?

Como dito, trata-se da perda involuntária de urina pela uretra. Esse é um distúrbio mais comum no sexo feminino e pode se manifestar tanto depois da menopausa quanto em mulheres mais jovens. A doença ocorre em até 30% da população acima dos 60 anos de idade e, de acordo com dados, é duas vezes mais frequente em mulheres.

 

As causas giram em torno de:

-gravidez e parto;

-distúrbios musculares ou nervosos;

-tumores malignos e benignos;

-doenças que comprimem a bexiga;

-obesidade;

-tosse crônica dos fumantes etc.

Para quem não sabe, existem quatro tipos de incontinência urinária. Veja só:

  • De esforço: perda de xixi ao espirrar, tossir, gargalhar ou carregar peso;
  • Transbordamento: perda de urina sem sentir vontade de ir ao banheiro;
  • De urgência: vontade descontrolada de urinar, com ou sem a sensação de perda de urina antes de chegar ao banheiro;
  • Mista: junção de mais de uma das queixas, como perda por esforço e transbordamento. 

Como tratar a incontinência?

Hoje em dia, existem algumas novidades para tratar o problema. Uma técnica aplicada é a neuromodulação sacral, que funciona como um marca-passo. Porém, o dispositivo é implantado no glúteo com a função de ajustar a condução dos sinais nervosos pela bexiga, para, assim, acabar com o seu imediatismo. 

A novidade é o lançamento de um aparelho para fazer essa tarefa, que diferentemente dos anteriores, é recarregável, com vida útil três vezes maior do que o neuromodulador convencional e ainda permite que o paciente possa fazer um exame de ressonância magnética, se necessário.

E como funciona essa neuromodulação sacral? Basicamente, o cirurgião coloca um eletrodo até ele quase encostar na inervação que segue para a bexiga. O dispositivo ficará conectado a um estimulador externo, pouco menor do que um celular e preso a um cinto. Essa etapa dura uma semana e serve para o médico fazer ajustes na estimulação.

A resposta sendo boa, é feito o implante do dispositivo, do tamanho de um pen drive, na região do glúteo.

Outra opção de tratamento é por meio de injeções de toxina botulínica diretamente em alguns pontos da bexiga. A técnica diminui  a sensação de que a bexiga está cheia e reduz as suas contrações. Porém, o procedimento precisa ser refeito periodicamente.

Entenda a tecnologia usada no tratamento da hiperplasia prostática benigna

A dilatação do volume da próstata é uma enfermidade bastante corriqueira entre os homens após os 50/60 anos, representando a quarta doença urológica mais comum entre eles.

 

A próstata não tem o seu crescimento interrompido e, com o passar dos anos, essa glândula vai se tornando cada vez maior. 

 

Esse fenômeno recebe o nome de Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), popularmente chamado de próstata aumentada.

 

Ao entrar na casa dos 70 anos, estima-se que, pelo menos 70% dos homens, já terão desenvolvido essa condição. 

 

Vamos entender um pouco mais sobre essa doença e quais as novidades que poderão ajudar no seu tratamento?

 

Quais consequências a expansão da próstata pode trazer?

 

A localização da próstata é um fator crítico para entendermos os sintomas que a HPB pode gerar. 

 

Como ela está alocada logo abaixo da bexiga, é comum os hábitos urinários sofrerem alteração.

 

É comum que os portadores dessa condição passem a urinar com mais frequência, tenham mais dificuldade para conter a urina, convivam com a sensação de que a bexiga não esvaziou por completo, entre outros sintomas que impactam na sua qualidade de vida.

 

Essas alterações podem desencadear um sentimento de insegurança desses homens e até prejudicar a sua rotina, uma vez que eles tendem a evitar sair de casa por medo de não conseguirem segurar o xixi ou por precisarem ir ao banheiro com muita frequência.

 

Em decorrência do comprometimento do funcionamento da bexiga e dos rins, complicações como a obstrução da uretra, retenção urinária aguda e insuficiência renal também podem acontecer.

 

Mas esses desconfortos não são definitivos. Atualmente, os tratamentos estão se aprimorando cada vez mais e ajudando a devolver a qualidade de vida aos pacientes.

 

Como tratar a HPB?

 

Para alguns casos os tratamentos medicamentosos podem ser suficientes, mas, para outros, são necessárias intervenções cirúrgicas. Principalmente, para aqueles em que houve intensa obstrução da uretra. 

 

Opções cirúrgicas menos invasivas, com acesso feito pelo canal da uretra para alcançar a próstata, trouxeram várias vantagens. Porém,  recentemente, surgiu uma  opção que consegue combinar as vantagens oferecidas pelas cirurgias, sem as desvantagens das mesmas, 

 

Estou me referindo ao Laser Holep, uma sigla para Enucleação Endoscópica Prostática com Holmium Laser. Esse recurso é cada vez mais utilizado e recomendado pela Sociedade Americana e Europeia de Urologia, por conseguir tratar próstatas de qualquer tamanho.

 

Ela também acontece pelo canal da urina, o que dispensa os cortes no abdome e na bexiga. Porém, diferentemente da raspagem clássica, esse método consegue enuclear todo o tecido sobressalente da próstata. A sua recuperação também é mais tranquila: o paciente tem alta um dia após o procedimento e não precisa usar sonda.

 

O Holep se diferencia da raspagem de próstata (RTU) pela sua maior eficácia: ela remove maiores quantidades de tecido, com a recuperação mais rápida. As chances de acontecer efeitos colaterais também são reduzidas.

 

Para aqueles que tomam anticoagulantes o Holep também é indicado. Como não há cortes, os riscos de sangramento são extintos e o paciente não precisa suspender a sua medicação.

PSA alterado: é hiperplasia benigna da próstata ou câncer?

O exame PSA é recomendado a todos os pacientes a partir dos 50 anos ou dos 45 quando há casos de câncer de próstata na família ou sintomas que levantam suspeita dessa doença.

 

Para quem não sabe, ele é uma proteína dosada no sangue que nos ajuda a dizer como está a saúde da próstata. O aumento do PSA acende um sinal de alerta, porém, nem sempre significa câncer. 

 

Isso porque existem outras condições, como hiperplasia, que é o crescimento natural do tamanho da próstata com o avanço da idade, assim como a prostatite, que é uma infecção causada por uma bactéria, que também podem elevar o valor do PSA.

 

Vamos entender melhor?

 

O PSA

 

Como dito, o PSA é uma proteína produzida pelo tecido prostático e funciona como um termômetro de que algo pode estar acontecendo nela – desde uma inflamação (prostatite), e crescimento da próstata, até o câncer na região.

 

De acordo com o Oncoguia, o exame de PSA salva a vida de 1 a cada 39 homens que o realizam, tendo em vista que permite a identificação precoce do que está acontecendo internamente. Por isso, ao realizá-lo e identificar um valor alterado, é preciso de muita atenção.

 

Se o homem tem tecido prostático, tanto benigno como maligno, ela será detectada no exame de sangue. Como a próstata, nos humanos, aumenta de forma benigna com o passar dos anos, o PSA também costuma aumentar. Da mesma maneira, o PSA aumenta com o evoluir do câncer de próstata. Assim, se o PSA estiver aumentando, o urologista pode definir se a alteração do é por uma causa benigna ou maligna

 

Para isso, em muitos casos, recomenda-se fazer outros exames, como o toque retal e a biópsia da próstata, se necessária. Já em outros, pode-se indicar a repetição do PSA.

 

PSA alterado: o que pode ser?

 

Pode se tratar de um câncer de próstata? Sim, mas essa não é a única condição, como mencionamos anteriormente. É bem comum a presença de uma hiperplasia benigna da próstata, situação onde a glândula sofre algum tipo de alteração, contudo, sem a presença de tumores malignos. A hiperplasia benigna da próstata costuma ocorrer em idade superior a 50 anos.

 

Outra condição comum é a prostatite, uma inflamação no órgão que pode ser ocasionada a partir da presença de microrganismos, como vírus, bactérias e fungos. A infecção urinária também provoca alterações no exame, aumentando os níveis de PSA.

 

Sabendo disso, o ideal é fazer o acompanhamento médico periódico, a fim de prevenir doenças ou diagnosticá-las a tempo. Na verdade, é crucial ter esse autocuidado durante todas as fases da vida, pela busca de uma vida saudável física e mentalmente.

Seu pai teve câncer de próstata? Então fique atento!

“Meu pai teve câncer de próstata. Isso significa que eu também terei a doença?” Essa é uma das muitas perguntas que escuto no consultório, e a resposta é: existe um aumento na taxa de incidência quando pai, irmãos e primos apresentam a doença – para se ter uma ideia, as chances aumentam em até 10 vezes.

Vamos entender melhor?

Sobre o câncer de próstata

De acordo com pesquisas, o câncer de próstata atinge cerca de 10% da população masculina com 50 anos no mundo e aproximadamente 30% dos homens com mais de 70 anos. Um estudo recente mostrou que o Brasil conta com mais de 60 mil casos de câncer de próstata por ano. Nesse sentido, estar atento aos sinais e fazer o diagnóstico precoce são fatores essenciais para garantir maior sucesso no tratamento.

Os sintomas mais comuns da doença são: 

◾Dificuldade ou sangramento ao urinar;

◾Dor na região da pelve;

◾Vontade frequente de urinar;

◾Sangue presente no sêmen.

Diagnóstico

Por meio do exame de toque e de alterações na dosagem do PSA é possível diagnosticar a doença que, se estiver em seu estágio inicial, há grandes chances de cura. Por isso, é fundamental ir ao urologista pelo menos uma vez ao ano.

Quando existe alteração nos níveis de PSA ou anormalidades identificadas no exame de toque retal, o médico poderá pedir outros exames para confirmar ou descartar a presença de um câncer.

Síndromes familiares

Existe um aumento na taxa de incidência quando pai, irmãos e primos apresentam o câncer de próstata. Com três familiares com a doença, por exemplo, as chances crescem em até 10 vezes. Sabendo disso, é crucial essa pessoa realizar exames preventivos de forma precoce, em torno dos 40 anos de idade.

No entanto, nem todo mundo que tem histórico familiar terá a doença. Mesmo assim, se existe histórico de câncer de próstata em sua família, converse com seu urologista sobre a periodicidade dos exames de rastreamento.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a investigação prostática anual para este tipo de paciente deve ser iniciada aos 45 anos de idade, mas em certos casos, é preciso antecipar ainda mais este cuidado.

Prevenção

Para evitar a doença é importante manter hábitos saudáveis como praticar exercícios físicos, ter uma alimentação balanceada e evitar o consumo excessivo de cigarro e bebidas alcoólicas. Vale dizer que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 150 minutos de atividade física por semana ajudam na prevenção.

Lembre-se: quanto antes o câncer de próstata for diagnosticado, maiores serão as chances de cura!

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