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Câncer urológico: quais são as reais chances de cura?

O termo câncer urológico se refere a um conjunto de tumores malignos que se desenvolvem no sistema geniturinário. Entre eles, estão:

  • Câncer de bexiga
  • Câncer de rim
  • Câncer de uretra
  • Câncer da glândula suprarrenal
  • Câncer de testículo
  • Câncer de pênis

Esses tipos de câncer têm particularidades próprias, mas compartilham um ponto em comum: quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura e de qualidade de vida para o paciente.

O que é câncer urológico?

O câncer urológico é caracterizado pela multiplicação descontrolada de células malignas em órgãos do trato urinário ou genital masculino. Sua evolução pode ser silenciosa, e em muitos casos os sintomas só aparecem em estágios mais avançados, dificultando o tratamento.

Por isso, a atenção aos sinais do corpo e a realização de exames preventivos são fundamentais para aumentar as chances de cura.

Principais tipos de câncer urológico e chances de cura

Câncer de bexiga

É um dos mais comuns da urologia, especialmente em homens acima dos 55 anos.

  • Sintomas frequentes: sangue na urina, dor ao urinar, aumento da frequência urinária.
  • Chances de cura: quando diagnosticado no estágio inicial (superficial), a taxa de sobrevida pode ultrapassar 70% a 80%. Casos avançados exigem cirurgias mais complexas, quimioterapia ou imunoterapia.

Câncer de rim

Também chamado de carcinoma de células renais, é mais comum entre 50 e 70 anos.

  • Sintomas frequentes: dor lombar persistente, sangue na urina, perda de peso inexplicada.
  • Chances de cura: em estágio inicial, a cirurgia para retirada parcial ou total do rim pode garantir sobrevida superior a 90%. Já em estágios avançados, a taxa cai, mas tratamentos modernos (imunoterapia e terapias alvo) têm melhorado significativamente os resultados.

Câncer de uretra

É um tipo raro, mais frequente em mulheres.

  • Sintomas frequentes: sangramento uretral, dificuldade para urinar, dor local.
  • Chances de cura: altas quando diagnosticado precocemente, mas diminuem bastante se houver invasão para outros tecidos.

Câncer da glândula suprarrenal

Raro e agressivo, costuma ser identificado tardiamente.

  • Sintomas frequentes: aumento abdominal, dor, alterações hormonais (pressão alta, excesso de pelos, ganho de peso).
  • Chances de cura: dependem do diagnóstico precoce e da possibilidade de cirurgia para remoção completa da glândula.

Câncer de testículo

Mais comum em homens jovens, entre 15 e 35 anos.

  • Sintomas frequentes: aumento ou endurecimento no testículo, dor ou desconforto escrotal
  • Chances de cura: altíssimas! Quando tratado no início, a sobrevida ultrapassa 95%. Mesmo em casos avançados, a quimioterapia e a cirurgia oferecem boas taxas de cura.

Câncer de pênis

Raro, mas com maior incidência em regiões com menor acesso à higiene e prevenção.

  • Sintomas frequentes: lesões ou feridas que não cicatrizam, secreções, mau cheiro.
  • Chances de cura: altas quando diagnosticado cedo. Nos estágios avançados, pode ser necessária a amputação parcial ou total do pênis, o que impacta diretamente a qualidade de vida.

Fatores que influenciam as chances de cura

As taxas de sucesso no tratamento do câncer urológico dependem de vários fatores:

  1. Estágio do tumor – quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados.
  2. Localização – alguns tumores são mais agressivos que outros.
  3. Idade e saúde geral do paciente – pessoas mais jovens e sem outras doenças tendem a responder melhor.
  4. Tipo de tratamento disponível – avanços como imunoterapia e cirurgias minimamente invasivas aumentaram as chances de cura em diversos tipos de câncer.

Importância do diagnóstico precoce

Grande parte dos cânceres urológicos pode ser detectada em estágios iniciais com exames simples, como:

  • Ultrassonografia
  • Tomografia computadorizada
  • Exames de urina e sangue
  • Cistoscopia (no caso da bexiga)

A prevenção passa por consultas regulares ao urologista, principalmente para homens acima de 45 anos, mulheres com sintomas urinários recorrentes e pessoas com histórico familiar de câncer urológico.

Qualidade de vida após o tratamento

Além das chances de cura, é essencial considerar a qualidade de vida após o tratamento. Hoje, a medicina tem evoluído para oferecer terapias menos invasivas, que preservam funções importantes, como a continência urinária e a função sexual.

O acompanhamento multiprofissional, urologista, oncologista, nutricionista, fisioterapeuta pélvico e psicólogo, faz toda a diferença no processo de reabilitação.

O câncer urológico engloba diferentes tipos de tumores que afetam rins, bexiga, uretra, testículos, pênis e glândula suprarrenal. As chances de cura são reais e muito elevadas quando o diagnóstico é precoce.

A mensagem central é clara: não ignore sintomas urinários ou alterações nos órgãos genitais. Procurar um urologista ao menor sinal de anormalidade pode salvar vidas e garantir não apenas a cura, mas também uma boa qualidade de vida após o tratamento.

Cuidar da saúde urológica é investir em prevenção e em um futuro com mais bem-estar.

Linfadenectomia pélvica: quando esse exame é necessário?

O diagnóstico de cânceres urológicos, como os de próstata, pênis ou bexiga, representa um grande desafio tanto para os profissionais de saúde quanto para os pacientes. Em muitos casos, é necessário ir além da remoção do tumor primário para garantir que a doença não se espalhe. Uma das estratégias utilizadas é a linfadenectomia pélvica, um procedimento cirúrgico que envolve a retirada de gânglios linfáticos da região da pelve, com o objetivo de avaliação, controle ou erradicação da disseminação da doença.

Mas afinal, quando a linfadenectomia pélvica é necessária? O que ela revela? Quais os riscos e benefícios? Neste artigo, vamos responder a essas perguntas com base nas melhores evidências disponíveis, abordando de forma clara o papel fundamental desse procedimento na oncologia urológica.

O que é a linfadenectomia pélvica?

A linfadenectomia pélvica é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção dos linfonodos (gânglios linfáticos) localizados na pelve — área entre o abdômen inferior e as pernas. Os linfonodos fazem parte do sistema linfático, responsável por ajudar o corpo a combater infecções e drenar líquidos. Quando há um câncer, as células tumorais podem migrar para os linfonodos próximos, tornando a avaliação dessa região crucial no estadiamento e controle da doença.

Esse exame tem duas finalidades principais:

  • Diagnóstica: verificar se o câncer se espalhou para os linfonodos (metástase linfática).

  • Terapêutica: remover os linfonodos afetados para evitar a progressão da doença.

Quando a linfadenectomia pélvica é indicada?

A indicação da linfadenectomia pélvica depende de diversos fatores, como o tipo de câncer, o grau de agressividade, a extensão do tumor e a resposta a tratamentos prévios. Veja os principais casos:

  1. Câncer de próstata

A linfadenectomia pélvica é frequentemente indicada em pacientes com câncer de próstata de risco intermediário ou alto. Ela costuma ser realizada durante a prostatectomia radical (cirurgia de retirada da próstata) com o intuito de identificar a presença de metástases linfáticas.

Critérios que indicam a necessidade do exame:

  • PSA elevado (>10 ng/mL)

  • Gleason score ≥ 7

  • Estadiamento clínico T2b ou superior

  • Presença de margens tumorais comprometidas

A linfadenectomia fornece informações essenciais para definir o prognóstico e guiar tratamentos complementares, como radioterapia ou terapia hormonal.

  1. Câncer de bexiga

No câncer de bexiga invasivo, especialmente nos casos em que é indicada a cistectomia radical (remoção da bexiga), a linfadenectomia pélvica é parte do tratamento-padrão. Isso porque:

  • Os linfonodos pélvicos são as primeiras estruturas a receber metástases.

  • A linfadenectomia aumenta a acurácia do estadiamento.

  • Sua realização está associada a melhores taxas de sobrevida.
  1. Câncer de pênis

Pacientes com câncer de pênis de alto risco, com invasão de estruturas profundas ou presença de linfonodos palpáveis, também podem ser candidatos à linfadenectomia pélvica. Nesses casos, a cirurgia pode ser feita após a linfadenectomia inguinal (remoção dos linfonodos da virilha), se houver evidência de acometimento linfático mais extenso.

  1. Outras neoplasias pélvicas

Embora menos frequente, a linfadenectomia pélvica pode ser utilizada em casos selecionados de:

  • Câncer de colo uterino e endométrio (em mulheres)

  • Tumores testiculares avançados

  • Sarcomas pélvicos

Como é realizada a linfadenectomia pélvica?

O procedimento pode ser realizado por via:

  • Aberta (cirurgia tradicional)

  • Laparoscópica

  • Robótica

Durante a cirurgia, são removidos os linfonodos das principais cadeias pélvicas: ilíaca externa, ilíaca interna (hipogástrica) e obturatória. A extensão da linfadenectomia (limitada ou ampliada) depende do risco oncológico e da experiência da equipe.

Em geral, o paciente recebe anestesia geral, e a duração da cirurgia varia entre 2 a 4 horas, podendo ser maior quando associada à retirada do órgão primário (próstata, bexiga, etc.).

Benefícios do procedimento

A linfadenectomia pélvica pode oferecer vantagens importantes no tratamento do câncer:

  • Melhor estadiamento: identificar precocemente se há metástases.

  • Melhora na sobrevida: especialmente em cânceres de bexiga e próstata com alto risco.

  • Controle local da doença: reduz a chance de recidiva.

  • Guia para tratamentos complementares: como radioterapia e quimioterapia.

Quais são os riscos e complicações?

Como qualquer cirurgia, a linfadenectomia pélvica envolve riscos, principalmente quando realizada de forma extensa. Os mais comuns incluem:

  • Formação de linfocele (acúmulo de líquido linfático)

  • Infecções urinárias

  • Trombose venosa profunda

  • Lesão de vasos ou nervos

  • Edema (inchaço) nos membros inferiores

  • Disfunção erétil, especialmente se associada à prostatectom

Apesar disso, a taxa de complicações graves é relativamente baixa em centros especializados.

Recuperação e cuidados pós-operatórios

Após o procedimento, o paciente costuma permanecer internado por alguns dias. A recuperação envolve:

  • Uso de drenos para evitar acúmulo de líquidos

  • Monitoramento da função urinária

  • Fisioterapia para prevenção de trombose

  • Cuidados com a ferida cirúrgica

  • Acompanhamento oncológico rigoroso

O retorno às atividades cotidianas depende da extensão da cirurgia e da resposta individual, mas geralmente acontece entre 3 e 6 semanas.

Por fim, podemos dizer que a linfadenectomia pélvica é um exame cirúrgico fundamental na abordagem de cânceres urológicos de alto risco. Mais do que uma simples retirada de linfonodos, ela representa uma ferramenta estratégica no diagnóstico, estadiamento e controle da doença, contribuindo diretamente para o aumento da sobrevida e da qualidade de vida do paciente.

Embora envolva riscos, seu papel é amplamente reconhecido pela medicina moderna, principalmente quando realizada por equipes experientes e com indicações bem definidas. Se você ou alguém próximo recebeu um diagnóstico de câncer de próstata, bexiga ou pênis, converse com seu urologista sobre a possibilidade da linfadenectomia e entenda como ela pode ser aliada no seu tratamento.

Mais de 6,4 mil amputações de pênis foram registradas no Brasil em 10 anos

A saúde masculina ainda enfrenta grandes desafios no Brasil, e um dos mais alarmantes é o número de amputações de pênis registradas no país. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), mais de 6,4 mil homens tiveram o pênis amputado nos últimos 10 anos devido ao câncer de pênis. Esse número representa uma média superior a 600 amputações por ano, um índice que chama a atenção para a necessidade urgente de prevenção, diagnóstico precoce e cuidados com a saúde íntima masculina.

O que é o câncer de pênis?

O câncer de pênis é um tumor raro, mas altamente agressivo, que pode afetar a glande, o prepúcio ou o corpo do órgão genital masculino. Esse tipo de câncer é mais comum em homens acima dos 50 anos, mas também pode ocorrer em faixas etárias mais jovens, especialmente naqueles que possuem más condições de higiene íntima e não realizam a circuncisão.

Principais fatores de risco:

  • Falta de higiene íntima adequada: O acúmulo de secreções (esmegma) sob o prepúcio pode gerar inflamações crônicas e aumentar o risco da doença.
  • Infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano): Estudos indicam que até 50% dos casos de câncer de pênis estão relacionados à infecção pelo HPV.
  • Fimose: A dificuldade em expor a glande devido à fimose pode prejudicar a limpeza adequada e aumentar o risco de infecções crônicas.
  • Tabagismo: O cigarro contém substâncias cancerígenas que podem afetar diversas partes do corpo, incluindo o pênis.
  • Baixo acesso a serviços de saúde: Homens em regiões menos assistidas pelo sistema de saúde podem ter dificuldades em identificar os primeiros sinais da doença e buscar tratamento.

Como identificar os primeiros sinais?

Os sintomas do câncer de pênis podem começar de forma discreta e, por isso, muitos homens demoram a procurar atendimento médico. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Feridas ou úlceras que não cicatrizam.
  • Presença de nódulos endurecidos na glande ou prepúcio.
  • Secreção com mau cheiro.
  • Sangramento sem causa aparente.
  • Dor ou inchaço na região genital.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar que a doença evolua para estágios mais graves, reduzindo a necessidade de tratamentos radicais como a amputação parcial ou total do pênis.

A realidade do câncer de pênis no Brasil

Os números da SBU refletem um problema de saúde pública que está diretamente relacionado à falta de informação, preconceito e baixa procura por consultas médicas preventivas. Regiões com menor acesso a saneamento básico e serviços de saúde apresentam uma incidência maior da doença, o que destaca a necessidade de campanhas educativas sobre higiene íntima e prevenção.

Comparação com outros países

Enquanto países desenvolvidos apresentam taxas extremamente baixas de câncer de pênis, no Brasil, a realidade ainda é preocupante. Em locais como os Estados Unidos e a Europa Ocidental, a incidência da doença é muito menor devido a melhores condições de saneamento, acesso a informações e maior adesão à circuncisão, procedimento que pode reduzir em até 90% o risco de desenvolvimento do câncer peniano.

Como prevenir o câncer de pênis?

A boa notícia é que o câncer de pênis pode ser prevenido com medidas simples e eficazes:

  1. Higiene íntima adequada

Lavar o pênis diariamente com água e sabão, especialmente sob o prepúcio, reduz drasticamente o risco de infecções e inflamações que podem levar ao câncer.

  1. Vacinação contra o HPV

A vacina contra o HPV é gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos de 9 a 14 anos e pode prevenir infecções que aumentam o risco de câncer de pênis e outros tumores, como o câncer de colo do útero em mulheres.

  1. Consulta regular com o urologista

Homens devem realizar consultas periódicas com um urologista para exames de rotina e detecção precoce de quaisquer alterações na região genital.

  1. Tratamento da fimose

Nos casos em que a fimose dificulta a higiene, a cirurgia de postectomia (circuncisão) pode ser recomendada para reduzir o risco de infecções crônicas e câncer de pênis.

  1. Evitar o tabagismo

Parar de fumar reduz significativamente os riscos de câncer em diversas partes do corpo, incluindo o pênis.

Tratamento do câncer de pênis

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pênis pode ser tratado com abordagens menos agressivas, como:

  • Cirurgias conservadoras: Pequenas remoções de lesões ou cirurgias parciais podem ser suficientes nos estágios iniciais.
  • Terapias a laser: Em alguns casos, o uso de laser pode ser uma alternativa menos invasiva.
  • Radioterapia e quimioterapia: Podem ser indicadas em casos avançados ou metastáticos.

Entretanto, nos casos mais graves, pode ser necessária a amputação parcial ou total do pênis, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente.

Conscientização é a chave

Os dados alarmantes da Sociedade Brasileira de Urologia reforçam a necessidade de maior conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pênis. Muitas das amputações poderiam ser evitadas com medidas simples, como boa higiene íntima, vacinação contra o HPV e visitas regulares ao urologista.

A informação é a melhor ferramenta para reduzir os casos dessa doença no Brasil. Campanhas de saúde masculina devem incentivar hábitos preventivos e desmistificar o tabu sobre a ida ao médico, garantindo que menos homens precisem enfrentar as consequências drásticas da amputação peniana.

Se você ou alguém que conhece apresentar sintomas suspeitos, procure um especialista imediatamente. Cuidar da saúde íntima é um passo fundamental para garantir bem-estar e qualidade de vida.

Pandemia afeta diagnóstico de câncer de pênis

Pandemia afeta diagnóstico de câncer de pênis

O mês de fevereiro é marcado por uma importante campanha da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU): Prevenção ao Câncer de Pênis. Apesar de não ser uma doença tão recorrente, acometendo cerca de 2% dos brasileiros, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, INCA, o câncer de pênis, se não diagnosticado de forma precoce, pode levar a graves consequências, como a amputação do membro. 

 

E a pandemia provocada pela Covid-19 fez com que o diagnóstico da doença caísse bastante, se comparado aos anos anteriores. De acordo com o Datasus, em 2019, o Brasil registrou 2.197 casos da doença, enquanto em 2020, ano em que se iniciou a pandemia, o número de diagnósticos de câncer de pênis não passou de 1.791. 

 

Sem diagnóstico precoce, as chances de um tratamento mais conservador para o câncer de pênis são reduzidas de forma drástica. Só para efeito de comparação, em 2019 quando foram registrados mais casos da doença, o número de penectomia (amputação do pênis) foi de 637 casos, enquanto que em 2020, mesmo com um número menor de diagnósticos, as amputações chegaram a 455. Esses dados revelam que, mesmo com menor número de diagnósticos, os casos estão cada vez mais graves, sendo a penectomia a única solução definitiva para combater a doença. 

 

A penectomia traz várias consequências para a qualidade de vida do homem muito além da sexualidade. Além do preconceito que envolve a doença, o paciente pode ter dificuldades para urinar, não conseguir mais ter relações sexuais satisfatórias e problemas emocionais graves. 

 

Fatores de risco para o Câncer de Pênis

 

A doença ainda está bastante ligada a fatores culturais e à vulnerabilidade social. Infelizmente, ainda não é comum falar abertamente sobre os cuidados com a saúde íntima e a má higiene do pênis é um fator de risco para o desenvolvimento da doença. O simples ato de lavar a genitália com água e sabão já ajuda o homem a se prevenir do câncer. 

 

Outros fatores de risco são: 

  • Papilomavírus Humano, HPV, infecção sexualmente transmissível que causa desde verrugas até o câncer de pênis; 
  • Fimose; 
  • Tabagismo;
  • Doenças sexualmente transmissíveis;
  • Lesões no pênis não tratadas;
  • Zoofilia. 

 

O câncer de pênis também está ligado à falta de saneamento básico, baixo índice de escolaridade, difícil acesso ao sistema de saúde e higiene inadequada do local. 

 

Sinais e Sintomas

 

Uma das maneiras de detectar a doença de forma precoce é observar o órgão genital. Lesões no pênis avermelhadas ou que mudam de cor, prurido na região, feridas que não cicatrizam, alteração na textura do pênis, principalmente em cima da lesão que podem se tornar mais ásperas, secreção malcheirosas, verrugas, nódulos no pênis ou na região da virilha merecem uma atenção especial e uma consulta com o médico urologista. 

 

Prevenção e Diagnóstico Precoce

 

Além da higienização adequada, é impressidível que os homens usem preservativos em todas as relações sexuais e façam a postectomia, que é a retirada da fimose. Crianças e adolescentes também devem ser vacinados contra o HPV, que ajuda a proteger contra a doença na fase adulta. 

 

O tratamento vai depender, em grande parte, do grau de acometimento das lesões no pênis. Em tumores pequenos, o médico consegue ressecar os nódulos, mantendo o órgão e com chances de cura bastante elevadas. Em pacientes com diagnóstico tardio e lesões extensas, a penectomia parcial ou total pode ser a única alternativa. 

 

Infelizmente, o Brasil hoje está entre os países com maior incidência de câncer de pênis do mundo, comparado a nações cujo índice de pobreza é bastante elevado. Por isso mesmo, campanhas como essa realizadas pela Sociedade Brasileira de Urologia são tão importantes para esclarecer sobre a doença e promover a prevenção e o diagnóstico precoce. 

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