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As medidas que tornam a cirurgia robótica ainda mais segura

As medidas que tornam a cirurgia robótica ainda mais segura

A cirurgia robótica trouxe muitos avanços para o tratamento de diversos tipos de enfermidade, reduzindo riscos associados a procedimentos.

Isso não significa, naturalmente, que procedimentos assistidos por robô são livres de riscos. Ainda que minimamente invasiva, a cirurgia robótica pode ter intercorrências. Nesse sentido, contar com um cirurgião experiente, equipe preparada e tecnologia de ponta para prevenir e controlar qualquer tipo de problema é fundamental. 

Quais os riscos de uma cirurgia robótica?

De maneira geral, podemos categorizar os riscos da cirurgia robótica como aqueles relacionados ao uso do sistema e aqueles que são gerais, parte do procedimento em si. 

A telecirurgia, por exemplo, em que o médico está localizado em outra cidade e até estado em relação ao paciente tem seus riscos específicos. Afinal, o controle preciso dos movimentos do robô vai depender da qualidade da conexão de dados entre o console do cirurgião e o robô na sala de cirurgia. De todo modo, essa não é uma prática comum.

Além disso, qualquer tipo de dispositivo mecânico ou eletrônico está sujeito a falhas, motivo pelo qual as plataformas robóticas são equipadas com recursos para minimizar as chances de qualquer problema técnico acontecer. 

Como a cirurgia robótica reduz os riscos dos procedimentos

Os mecanismos pelos quais a plataforma robótica minimiza os riscos diretos para os pacientes são a redundância do sistema, tolerância a falhas e o uso de alertas do sistema. 

A redundância é a adição de um dispositivo ou componente no sistema capaz de operar com excelência quando o dispositivo primário falha. A tolerância a falhas é a habilidade de um sistema continuar operando sem interrupção quando um de seus componentes falham. Por fim, o alerta do sistema é a entrega imediata de informações a respeito de determinadas circunstâncias durante a cirurgia em tempo real.

Além disso, o Food and Drug Administration (FDA) recomenda que médicos e hospitais que utilizam cirurgia assistida por robô se assegurem de que os cirurgiões tenham o treinamento adequado e as credenciais necessárias, além de outros membros da equipe. 

Lembrando que o processo de treinamento de um cirurgião para operar com o robô é longo e envolve uma série de etapas. Primeiro, ele precisa passar por muitas horas de cirurgias num simulador, que conta com todos os instrumentos que existem no robô real.

Essa plataforma, chamada Mimic, gera relatórios para que o médico possa descobrir quais pontos precisa melhorar antes de passar para os próximos níveis de expertise. É necessário completar pelo menos 20 horas de simulações antes de partir para algum centro de treinamento, onde ele poderá tirar a sua certificação

Depois de voltar para casa, o médico poderá operar somente com a presença de um proctor, cirurgião mais experiente que estará ao seu lado para oferecer segurança e passar ainda mais ensinamentos por pelo menos 20 cirurgias. 

Como você pode ver, o treinamento para operar com o robô é rigoroso e a própria plataforma conta com diversos recursos para blindar qualquer tipo de problema técnico durante a cirurgia. 

Se você ainda tem dúvidas sobre como funciona a cirurgia robótica, confira esses posts aqui do meu blog e, se tiver alguma pergunta em específico, pode me mandar no Instagram, ok?

6 motivos para você escolher a cirurgia robótica no tratamento de câncer

6 motivos para você escolher a cirurgia robótica no tratamento de câncer

A tecnologia robótica representa um importante avanço no tratamento cirúrgico do câncer. 

Em muitas especialidades, como a urologia, por exemplo, ela tem sido cada vez mais usada, auxiliando na remissão do tumor com um importante resultado em termos de qualidade de vida do paciente.

É claro que essa não é a única alternativa para quem precisa fazer uma cirurgia de remoção do câncer de próstata. Além da robótica, contamos também com a laparoscopia e a cirurgia aberta, um leque de possibilidades que precisa ser analisado com muita atenção pelo paciente e cirurgião para que a melhor decisão seja tomada. 

Para a maior parte dos pacientes que vou operar, eu costumo recomendar a cirurgia robótica no lugar da técnica aberta ou laparoscópica, e hoje quero explicar os motivos pelos quais acredito que essa costuma ser a melhor escolha. 

O nível de precisão da cirurgia robótica é maior

Embora as técnicas aberta e laparoscópica também sejam consideradas precisas e eficientes no tratamento cirúrgico do câncer, a cirurgia robótica é capaz de levar as habilidades do cirurgião para outro nível.

Isso é possível porque a plataforma oferece visualização aumentada em 3D, podendo ser associada à tecnologia Firefly, que auxilia na diferenciação do tecido tumoral dos tecidos saudáveis, bem como na percepção do fluxo sanguíneo para o tumor. 

Além disso, os robôs contam com um sistema de instrumentos que possuem amplitude de movimento maior do que o pulso humano, possibilitando a manipulação de tecidos com muito mais precisão! 

Vale ressaltar, é claro, que a experiência do cirurgião faz toda a diferença. 

As chances de intercorrência durante intra e pós-operatórias são menores

A maioria dos procedimentos realizados com a cirurgia robótica está associada a menores riscos de intercorrência durante e após a operação, inclusive hemorragias. Afinal, o dano às estruturas adjacentes ao tumor durante a cirurgia é mínimo, o que diminui consideravelmente o sangramento. 

Essa é uma vantagem, especialmente, na cirurgia do rim, em que vamos manipular uma área extremamente vascularizada. 

Além disso, como o paciente fica menos tempo no hospital, os riscos de infecção hospitalar são muito menores do que numa cirurgia convencional

As chances de ter efeitos colaterais são menores

Na cirurgia de remoção de próstata, os principais efeitos colaterais podem ser a dificuldade de ereção e a incontinência urinária. Hoje, com a cirurgia robótica, conseguimos preservar ao máximo as estruturas neurais responsáveis por essas funções, de maneira que muitos pacientes sequer têm qualquer efeito colateral após o procedimento. 

Inclusive, muitos dos que de fato experienciam um pouco de disfunção erétil depois do procedimento conseguem recuperar a ereção. 

O tempo de internação é menor 

Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, o paciente costuma receber alta rapidamente. O tempo de internação da prostatectomia e da nefrectomia radical, por exemplo, gira em torno de 48h.

Isso pode variar, entretanto, de acordo com o tipo de cirurgia e a saúde do paciente como um todo, mas, de maneira geral, como as incisões são pequenas, não é necessário manter a pessoa em ambiente hospitalar por muito tempo!

Além de permitir que o paciente se recupere no conforto do lar, um curto período de internação significa menores gastos e riscos de contrair infecções hospitalares. 

O retorno para as atividades cotidianas é mais rápido

Dependendo do tipo de cirurgia realizada, o paciente logo poderá voltar a dirigir e trabalhar, sempre respeitando as recomendações médicas. 

Para o paciente oncológico, o retorno para as suas atividades cotidianas é muito importante porque, muitas vezes, o diagnóstico de câncer parece se sobrepor a todos os outros aspectos da vida da pessoa. 

Poder voltar a caminhar, cuidar da casa e trabalhar é uma forma de resgatar o controle sobre a própria vida e a individualidade. 

As incisões são mais discretas 

E, por fim, não posso deixar de abordar um aspecto muito importante e por vezes negligenciado no cuidado com o paciente oncológico: as cicatrizes. 

Na cirurgia robótica, realizamos incisões de 3 cm a 5 cm no abdômen do paciente, para inserir os portais por onde vamos passar os instrumentos robóticos. Essa técnica substitui as grandes incisões realizadas na cirurgia aberta, que muitas vezes causam desconforto estético e se tornam um obstáculo na hora de seguir com uma vida livre de câncer. 

Por exemplo, na prostatectomia aberta, por exemplo, fazemos uma grande e profunda incisão do umbigo do paciente até a base do pênis. Já na nefrectomia aberta, a incisão também é grande, feita na lateral do abdômen. 

Bom senso na hora de escolher a técnica para sua cirurgia

Não faltam evidências das vantagens da cirurgia robótica. Entretanto, quero ressaltar que a laparoscopia e a cirurgia aberta também oferecem excelentes resultados e que outros fatores também precisam ser levados em conta na hora de escolher o melhor caminho para o seu tratamento.

Como você pode imaginar, os robôs são tecnologias incríveis que precisam ser manipuladas por médicos altamente treinados e experientes. Dependendo do nível de complexidade da cirurgia, pode ser mais vantajoso para determinado cirurgião realizar o procedimento por via laparoscópica ou aberta, já que ele domina melhor essa técnica do que a robótica. 

Isso significa que a experiência do cirurgião e sua familiaridade com o método, seja ele qual for, precisam ser levados em conta para que o procedimento tenha os melhores resultados possíveis. 

Quais competências e habilidades são necessárias para operar com o robô?

Quais competências e habilidades são necessárias para operar com o robô?

À medida em que a cirurgia robótica passa a ser utilizada em novas especialidades e procedimentos, mais médicos querem se capacitar para operar com o robô. Afinal, esse tipo de cirurgia expande não só as possibilidades de tratamento em diversos tipos de enfermidades, como também as habilidades do cirurgião.

Entretanto, para que essa incrível tecnologia seja utilizada em todo o seu potencial, é muito importante que o profissional passe pelo treinamento e desenvolva as competências e habilidades necessárias para operar com o robô

Quem pode aprender a operar com o robô

A curva de aprendizado da cirurgia robótica é sempre longa, e existe tanto quando um cirurgião novato, sob supervisão, aprende um procedimento já bem estabelecido, quanto no caso de um cirurgião pioneiro, que busca inovar e desenvolver uma nova técnica. 

Sempre comparo o robô à um carro de Fórmula 1, por exemplo. Ainda que um piloto saiba dirigir um carro comum, vai precisar se adaptar à realidade de manusear um veículo tão potente e, depois, dar muitas e muitas voltas na pista até conseguir fazer o trajeto com segurança e rapidez. O mesmo vale para o cirurgião que quer se capacitar em cirurgia robótica. 

Ao treinar um cirurgião novato, os mentores ou comitês de credenciamento costumam contar com uma curva de aprendizagem que ajuda a estimar o número de simulações e cirurgias que um aluno-cirurgião deve realizar sob supervisão até se tornar competente e não colocar o paciente sob riscos desnecessários. 

Por outro lado, até mesmo cirurgiões abertos experientes têm uma fase de aprendizado substancial que pode variar de acordo com a tarefa. 

Isso quer dizer que quando um cirurgião aberto experiente ou novato aprende uma nova técnica, provavelmente se sairá bem naquelas semelhantes, mas precisará de orientação ao adotar tipos de procedimento. 

Em relação à cirurgia robótica, muitos estudos demonstraram que é necessário haver um papel claro de orientação durante as fases iniciais da adoção da tecnologia para garantir a segurança do paciente, mesmo quando se trata de cirurgiões abertos com muita experiência

O que é necessário aprender para operar com o robô?

Para que qualquer procedimento realizado com a cirurgia robótica seja bem-sucedido, é necessário que o cirurgião tenha conhecimento de domínio (saiba o que fazer), e conhecimento técnico (saiba como fazer). Enquanto o primeiro é adquirido na teoria, o segundo só pode ser desenvolvido na prática. 

A falta de conhecimento técnico é o que impede que os cirurgiões abertos, ainda que muito experientes, façam a transição para a cirurgia robótica sem passar pelo treinamento. Já os cirurgiões novatos precisam adquirir tanto o conhecimento técnico quanto conhecimento de domínio. 

Outro ponto a ser considerado é que quem quer operar com o robô precisa levar em conta o tempo para aprender e adquirir uma nova habilidade técnica. 

Isso significa que os cirurgiões abertos devem realizar o treinamento robótico quando têm o desejo e possibilidade de realizar esse tipo de procedimento regularmente, porque muitos dos cursos de curto prazo podem ser caros e não deixar uma impressão duradoura se o médico não continuar praticando posteriormente. 

Quando o médico pode considerar que de fato aprendeu a operar com o robô?

A  competência do aluno-cirurgião é certificada por meio de metas e objetivos claros que podem ser alcançados com orientação de indivíduos mais experientes, estabelecido pelos programas de treinamento e credenciamento. 

Entretanto, os muitos esforços em desenvolver e padronizar o currículo de treinamento e requisitos de certificação em cirurgia robótica tiveram sucesso limitado e continuam em curso. Até o momento, os requisitos podem variar de acordo com os programas de treinamento, que se dividem entre bolsas de estudo, mini bolsas e cursos de habilidades orientadas. 

Cabe a cada cirurgião avaliar qual das opções é ideal para seu caso, levando em conta o tempo que pode dedicar ao treinamento e o nível de aprendizado pretendido. A bolsa é considerada, no geral, o curso mais abrangente, já que inclui orientação individual, preceptoria, e aprendizado tanto em ambientes simulados quanto clínicos. 

Já em relação às mini bolsas e os cursos de habilidades, apesar de sua curta duração, estima-se que cerca 70 a 80% dos trainees façam a transição com sucesso para a cirurgia robótica, passando a utilizar essa técnica regularmente cerca de 3 anos após o treinamento. 

Por fim, é necessário obter a certificação exigida pela Food and Drug Administration (FDA), com treinamento oferecido pela Intuitive Surgical, empresa norte-americana que fabrica o robô cirurgião. 

Nessa avaliação, o cirurgião deve demonstrar o conhecimento de como remover o dispositivo com segurança e rapidez em uma emergência, o que fazer se o robô parar de responder e como proceder caso o sistema se comporte de maneira potencialmente insegura. 

Aqui no meu blog, eu conto com mais detalhes como é o processo de capacitação em cirurgia robótica, e, no meu Instagram, sempre compartilho novidades da área. Não deixe de acompanhar! 

Como é o pós-operatório da cirurgia robótica de remoção da bexiga

Como é o pós-operatório da cirurgia robótica de remoção da bexiga

O câncer de bexiga pode acometer tanto homens quanto mulheres, geralmente, acima dos 55 anos. O tratamento costuma ser feito com a remoção de parte de ou da totalidade da bexiga do paciente, procedimento chamado de cistectomia. Essa intervenção é considerada delicada porque envolve estruturas nervosas e musculares muito sensíveis, e, nesse sentido, a cirurgia robótica oferece excelentes resultados, com bastante segurança.

Entenda o câncer de bexiga

O câncer de bexiga é considerado uma das neoplasias mais comuns do trato urinário, podendo ser superficial ou invasivo. Quando se limita aos tecidos de revestimento da bexiga, é um câncer superficial e, quando adentra a parede muscular, é considerado invasivo. 

O principal fator de risco para a doença é o tabagismo, que aumenta as chances de uma pessoa ter câncer de bexiga em até 70%. Isso ocorre porque as milhares de substâncias presentes no cigarro, muitas delas cancerígenas, são filtradas do sangue pelos rins e se depositam na bexiga. Inclusive, fumantes passivos também estão sujeitos a desenvolver câncer de bexiga. 

Infelizmente, nem sempre a doença é detectada precocemente e o rastreamento desse tipo de câncer não é recomendado. Por esse motivo, é muito importante que todos fiquem muito atentos a sintomas como dor ao urinar e sangue na urina. 

Apesar de poderem indicar muitos outros problemas além do câncer de bexiga, esses sintomas indicam que é a hora de procurar um urologista. 

O tratamento para câncer de bexiga com cirurgia robótica

O tratamento para câncer de bexiga, geralmente, envolve a remoção total ou parcial do órgão, com reconstrução da bexiga para que o paciente consiga urinar. Dependendo das suas condições clínicas, expectativas, tipo, tamanho e localização do tumor, a bexiga reconstruída poderá oferecer ou não continência voluntária (a pessoa consegue segurar a urina). 

A princípio, a reconstrução da bexiga era feita fora do corpo do paciente mas, com o avanço da tecnologia, hoje, já é possível construir a neobexiga dentro do corpo do paciente, utilizando parte do seu intestino delgado. 

Em relação à cirurgia aberta, a cistectomia robótica se destaca por ser uma técnica minimamente invasiva, evitando as complicações causadas pela extensa incisão necessária no método tradicional. 

Até pouco tempo atrás, as cistectomias abertas causavam danos notáveis aos tecidos e nervos da região, bem como sangramentos e infecções pós-operatórias. A taxa de mortalidade devido ao procedimento eram consideradas relativamente altas.

Com a chegada da laparoscopia, o procedimento se tornou mais delicado, passando a ser realizado através de pequenos cortes no abdômen do paciente. Entretanto, foi depois que a primeira cistectomia roboticamente assistida foi realizada, nos anos 2000, que esse procedimento ganhou um nível diferenciado de refinamento. 

Afinal, o Sistema Cirúrgico da Vinci possibilita ao cirurgião ter uma visualização em 3D e em alta definição de dentro do corpo do paciente, bem como mais precisão por meio dos controles que movimentam os pequenos instrumentos utilizados na cirurgia. 

O pós-operatório da cistectomia robótica

Sem dúvidas, a cirurgia robótica transformou drasticamente o tratamento para o câncer de bexiga, principalmente porque proporcionou um pós-operatório muito mais tranquilo para o paciente. 

Apesar de menos invasiva que um procedimento aberto, a cistectomia robótica ainda é uma cirurgia e, por isso, o paciente poderá enfrentar um pouco de desconforto depois do procedimento. Entretanto, ele contará com a prescrição de medicamentos para o alívio da dor. 

Dois a quatro dias depois da cirurgia, o paciente sentirá muito menos desconforto e já poderá se levantar e andar sozinho. Nas primeiras semanas é normal que haja sangue na urina e hematomas ao redor das incisões.

Muitos fatores estão envolvidos na volta do paciente ao trabalho, como o nível de esforço físico necessário na profissão, se foi necessário realizar uma urostomia para saída da urina e o estado de saúde geral do paciente. Somente o médico poderá dizer quando é a hora certa de voltar à rotina normal. 

Câncer de rim: tecnologia infravermelha é aliada na cirurgia robótica

Câncer de rim: tecnologia infravermelha é aliada na cirurgia robótica

O tratamento padrão para o câncer de rim é a remoção parcial ou total do órgão, já que esse tipo de tumor não costuma responder bem à quimio ou radioterapia. Além disso, quando uma massa é identificada no rim do paciente, é difícil dizer se é maligna ou benigna. Então, a cirurgia é fundamental, já que ela vai permitir fazer a biópsia. 

A decisão de remover todo o órgão ou somente a parte comprometida pelo câncer vai depender do tamanho do tumor, da sua localização e do estado de saúde do paciente. 

Atualmente, a nefrectomia parcial, nome da cirurgia de retirada de parte do rim, pode ser feita por cirurgia robótica, com grandes benefícios para o paciente. 

Devido à sua precisão, essa tecnologia possibilitou que mais pacientes pudessem continuar com os dois rins ativos, mesmo depois do tratamento de câncer. 

Como é a cirurgia robótica para câncer de rim

Com o paciente sedado, são feitas pequenas incisões em seu abdômen, por onde serão inseridos os instrumentos robóticos. Esses cortes substituem a grande feita durante a nefrectomia aberta, possibilitando uma recuperação mais rápida e menores chances de complicações. 

O cirurgião opera sentado, enxergando por um visor que exibe imagens 3D em tempo real de dentro do corpo do paciente. Com os dedos, ele controla os movimentos dos instrumentos que vão fazer a ressecção do tumor, preservando o maior número de néfrons (estruturas responsáveis pela filtragem do sangue) possível, na nefrectomia parcial.

Essa é uma cirurgia considerada delicada porque um grande fluxo sanguíneo passa através da artéria e veia renal. Para impedir o sangramento excessivo, o médico poderá utilizar uma técnica chamada clampeamento (ou isquemia) dos vasos renais. Depois de fazer o clampeamento, é necessário ser muito rápido para restabelecer o fluxo sanguíneo e não danificar os tecidos saudáveis. 

Caso não seja possível realizar a isquemia, haverá maior sangramento na região e, mais uma vez, agilidade é fundamental na hora da sutura. Em ambas as situações, a cirurgia robótica é uma grande aliada, porque permite que o cirurgião realize o procedimento com muita rapidez e precisão. 

Como a tecnologia infravermelha ajuda na cirurgia robótica para câncer de rim

Uma das novidades nos últimos anos que possibilitou levar a cirurgia robótica a um novo nível de precisão, principalmente para compensar a falta de sensibilidade tátil, foi a tecnologia infravermelha, também chamada de Firefly

Essa técnica utiliza um corante de lidocaína que fica verde brilhante quando uma câmera especial de infravermelho é utilizada durante a cirurgia, possibilitando melhor visualização do tecido saudável, além de acompanhar o suprimento de sangue para o tumor.

Ela pode ser utilizada em três fases diferentes do procedimento:

  • Na primeira, o anestesiologista injeta o corante por via venosa, o que fornece uma imagem detalhada do suprimento de sangue ao rim. 
  • A segunda injeção permite que o cirurgião diferencie melhor o tecido canceroso do tecido renal saudável, diminuindo a possibilidade de deixar fragmentos do tumor para trás ou de ressecar porções sadias.
  • A terceira e última injeção de corante vai garantir que o suprimento de sangue para o rim foi devidamente restaurado. 

É importante ressaltar, no entanto, que nem toda nefrectomia parcial necessita da tecnologia infravermelha.

Se você quer continuar se informando a respeito da cirurgia robótica no tratamento do câncer de rim e outras enfermidades, me acompanhe, também, no Instagram e Facebook! 

O que esperar de uma cirurgia robótica urológica

O que esperar de uma cirurgia robótica urológica

A cirurgia robótica está se tornando cada vez mais conhecida como tratamento de diversas doenças. Na urologia, a cirurgia robótica é comumente utilizada para tratar o câncer de próstata, de bexiga e de rim, oferecendo toda a precisão necessária para operar em regiões delicadas da pelve. 

Aos poucos, os pacientes estão conhecendo as vantagens desse tipo de procedimento que, hoje, é o que há de mais avançado quando falamos em intervenções cirúrgicas minimamente invasivas no tratamento do câncer. Se você quer saber o que esperar de uma cirurgia robótica, continue lendo esse artigo. 

Entenda o que é exatamente uma cirurgia robótica

Para que você saiba o que esperar desse tipo de procedimento, é importante compreender como ele é feito. 

Em todas as especialidades, a cirurgia robótica segue o mesmo princípio: são feitos pequenos cortes no abdômen do paciente sedado. Por eles, inserimos instrumentos chamados trocadores, por onde vão passar uma microcâmera e as pinças robóticas acopladas aos braços do robô. Todos controlados pelo médico cirurgião. 

O médico opera sentado na mesma sala, mas afastado da mesa cirúrgica. Ele fica sentado em um console, e enxerga tudo por um visor, com imagens em alta definição e 3D, transmitidas em tempo real pela microcâmera. Essa tecnologia possibilita ao cirurgião enxergar como se ele estivesse dentro do paciente. 

Além disso, o médico controla os movimentos do robô com uma espécie de joystick super articulado, permitindo que os pequenos instrumentos realizem incisões extremamente precisas e rápidas em tecidos muito delicados. Trata-se da tecnologia Endowrist, que oferece movimentos ainda mais articulados do que o pulso humano. 

As imagens capturadas pela microcâmera também são transmitidas para um visor, para que toda a equipe possa acompanhar o procedimento.

O que a cirurgia robótica oferece é a realização de um procedimento minimamente invasivo, ou seja, com cortes menores e mais discretos, além de alta precisão. Na prática, isso significa menores chances de complicações e recuperação mais rápida. 

Se preparando para uma cirurgia robótica

Apesar de ser minimamente invasiva, uma cirurgia assistida por robô ainda requer os mesmos cuidados pré-operatórios de um procedimento aberto. 

Isso significa a realização de diversos exames, que podem variar de acordo com o tipo de procedimento. Não é incomum, no caso da prostatectomia, por exemplo, fazermos uma cistoscopia, exame endoscópico que permite visualizar o tamanho da próstata. 

É muito importante que o paciente informe ao médico sobre o uso de qualquer tipo de medicação, já que alguns fármacos podem interferir no processo de coagulação sanguínea, aumentando as chances de sangramentos durante e após o procedimento. 

Isso é muito importante, principalmente, no caso da nefrectomia parcial, já que o rim é um órgão muito vascularizado. 

Por fim, é importante que o paciente se planeje para o período de recuperação em casa. Apesar de ser mais curto e tranquilo do que numa cirurgia aberta, ainda será necessário tomar alguns cuidados durante esse tempo. 

Período pós-operatório e recuperação da cirurgia robótica 

Geralmente, o período de internação costuma durar de 24h a 48h, mas pode ser mais longo em alguns casos. Se foi necessário remover os gânglios linfáticos da região, por exemplo, a recuperação pode ser um pouco maior, já que é uma intervenção cirúrgica mais complexa. 

No caso da prostatectomia, cirurgia de remoção da próstata, a recuperação costuma durar cerca de dez dias, e, nesse período, o paciente fica com uma sonda na bexiga. Isso facilita a saída da urina e ajuda na cicatrização da região. 

O paciente pode voltar a se alimentar no mesmo dia da cirurgia robótica e, de maneira geral, é recomendado fazer pequenas caminhadas pelo hospital. Essa atividade ajuda na circulação sanguínea, evitando coágulos e promovendo o trânsito intestinal.

Sempre pergunte ao seu médico quando você poderá voltar ao trabalho, dirigir, carregar peso ou praticar atividade física, das mais leves às mais rigorosas. Afinal, as recomendações podem variar de acordo com o estado de saúde geral do paciente.   

Vida sexual depois da prostatectomia robótica 

Uma das principais preocupações do homem a respeito da cirurgia de câncer de próstata ou de bexiga é a perda da potência sexual e da continência urinária. 

Embora esses sejam efeitos colaterais temidos pelo paciente, a cirurgia robótica possibilita, atualmente, preservar os nervos responsáveis por essas funções, favorecendo uma recuperação plena do paciente no que diz respeito a essas funções. Entretanto, cada caso é único, então outros fatores podem ter influência na disfunção erétil e urinária, como os seguintes:

  • Sedentarismo
  • Tabagismo
  • Consumo de álcool
  • Impotência antes da cirurgia

Além disso, ainda que o paciente apresente dificuldades de ereção após a cirurgia, esse processo pode ser revertido com diversos tipos de tratamento. No entanto, é fundamental que ele tenha paciência, mesmo porque, o fator psicológico é muito relevante quando o assunto é sexualidade. 

Se cobrar para ter ereção depois de uma cirurgia como essa pode mais prejudicar do que ajudar no processo de retomada da vida sexual. Discuta com seu médico todas as suas angústias em relação a isso! Ele está pronto para te ajudar. 

Conheça as possibilidades da cirurgia robótica em urologia

Conheça as possibilidades da cirurgia robótica em urologia

A cirurgia robótica revolucionou diversas especialidades da medicina mas, sem dúvidas, é um grande destaque na urologia. Pode ser utilizada para tratar doenças malignas e benignas da próstata, rins e bexiga, com versatilidade e altíssima precisão. 

Por esse motivo, a cirurgia robótica tem sido cada vez mais utilizada em todo o mundo, na direção de consolidar-se como tratamento padrão ouro quando o assunto é prostatectomia radical e nefrectomia parcial, por exemplo. 

Nesse artigo, vou contar em quais tipos de cirurgia urológica a tecnologia robótica pode ser utilizada e como ela se destaca em relação à outras técnicas. Todos eles são procedimentos minimamente invasivos, em que são feitas pequenas aberturas no abdômen do paciente, por onde são inseridos os instrumentos do robô. 

Inclusive, vale ressaltar que o sistema robótico funciona sob o comando do cirurgião e, apesar da alta tecnologia envolvida, no fim das contas, a experiência do médico tem papel central no sucesso de qualquer procedimento. 

Prostatectomia por via robótica 

O objetivo da prostatectomia é remover parte ou a totalidade da próstata quando ela apresenta problemas como aumento de tamanho (hiperplasia) ou câncer. 

A próstata aumentada pode pressionar os ductos por onde passam a urina e causar uma série de desconfortos relacionados à micção. O tratamento pode envolver medicação e, em alguns casos, a realização de uma prostatectomia parcial. 

Nesse procedimento, vamos remover parte da glândula, preservando sua cápsula.

Já quando paciente desenvolveu um tumor na próstata, o procedimento ideal é a prostatectomia radical, em que toda a glândula é removida. 

Em ambos os procedimentos, a cirurgia robótica é uma grande aliada para resultados mais satisfatórios. 

Primeiramente, por ser um procedimento minimamente invasivo, a cirurgia robótica não vai necessitar de uma grande abertura no abdômen do paciente, o que possibilita recuperação mais rápida. 

Em indivíduos que já passaram ou vão precisar passar por sessões de radioterapia, por exemplo, esse é um grande diferencial, já que a cirurgia será menos traumática para o organismo.

Em segundo lugar, a cirurgia robótica é muito mais precisa e, atualmente, já existem técnicas que visam preservar os nervos responsáveis pela ereção e pela continência urinária, minimizando os efeitos colaterais desse tipo de procedimento.

Ainda que o paciente apresente um quadro de impotência sexual e incontinência urinária após esse tratamento, é perfeitamente possível que ele se recupere de maneira plena devido à preservação dos tecidos da região. 

Cistectomia por via robótica 

A cistectomia é a cirurgia de remoção total ou parcial da bexiga. Ela é utilizada, principalmente, no tratamento de tumores no órgão. 

Como o câncer de bexiga costuma ser detectado quando a doença já está em estágio mais avançado, é frequente também ser necessário remover as estruturas que cercam o tumor, como a próstata e vesículas seminais, no caso dos homens, e ovários, tuba uterina, útero, colo do útero e uma pequena parte da vagina, no caso das mulheres. 

Trata-se de um procedimento delicado, em que será necessário reconstruir o fluxo da urina do paciente. O método mais utilizado é uma derivação externa, mas também possível criar uma neobexiga ileal ou colônica.

Por via robótica, esse procedimento está associado a um menor percentual de complicações peri-operatórias, com tempo reduzido da cirurgia. 

Nefrectomia por via robótica

A nefrectomia é a cirurgia para retirada total ou parcial de um dos rins. É muito indicado em casos de tumor maligno ou de perda de função renal com risco para a saúde do paciente.

Dependendo do tamanho e localização do tumor renal, pode ser possível remover apenas a porção comprometida do órgão, preservando a maior quantidade de néfrons possível (estrutura responsável pela filtragem do sangue).

O advento da cirurgia robótica foi fundamental para que a nefrectomia parcial fosse uma possibilidade para mais pacientes. 

Como um grande fluxo sanguíneo passa através da artéria e veia renal, poderá ser usada uma técnica chamada clampeamento (ou isquemia) dos vasos renais. Depois de fazer o clampeamento, o cirurgião precisa ser muito ágil para restabelecer o fluxo de sangue do rim e preservar as estruturas saudáveis do órgão.

Caso não seja possível realizar a isquemia, haverá maior sangramento na região. Em ambas as situações, a cirurgia robótica oferece muitas vantagens por permitir que o cirurgião seja rápido e ágil tanto nas ressecções quanto no processo de sutura. Com isso, o risco de sangramento excessivo é muito menor. 

Um outro ponto forte da cirurgia robótica na nefrectomia total e parcial é seu caráter minimamente invasivo. Na técnica aberta, é necessário fazer um grande e profundo corte na lateral do abdômen do paciente, enquanto por via laparoscópica ou robótica, o procedimento pode ser feito por pequenas incisões, diminuindo o desconforto estético causado por uma grande cicatriz. Além disso, a recuperação será mais rápida e tranquila.

Câncer de próstata: Como escolher entre cirurgia e outros tratamentos

O câncer, por si só, é uma doença que afeta muito o psicológico das pessoas. Quando o assunto é um tumor na próstata, estamos em terreno ainda mais delicado. Além de lidar com a finitude da vida, o paciente tem sua sexualidade e intimidade abaladas, então é natural que ele fique confuso entre as várias possibilidades de tratamento.

No geral, o câncer de próstata pode ser tratado de diferentes formas, como por cirurgia, em que a próstata é removida; por radioterapia, em que radiações ionizantes são utilizadas para destruir ou diminuir o tumor; ou por HIFU, um ultrassom focalizado de alta intensidade. 

Há, também, casos em que não fazemos nenhum tipo de tratamento mas, sim, a chamada  vigilância ativa com exames periódicos.

Como cada caso é único, o médico vai definir, junto com o paciente, qual a melhor conduta  na busca da cura para a doença. Todos os métodos citados acima têm efetividade comprovada, quando bem indicados.

A radioterapia pode causar perda do controle das funções intestinais, além de ser realizada em sessões, num processo que pode levar um tempo relativamente longo. Depois desse tratamento, pode demorar alguns meses até que os exames mostrem, com certeza, que o câncer foi curado. Além disso, uma terapia hormonal pode se fazer necessária para complementar a radioterapia. 

A prostatectomia, por outro lado, oferece riscos como qualquer procedimento cirúrgico, como hemorragia, infecções e problemas com a anestesia. Apesar de algumas delas serem imprevisíveis, um cirurgião experiente e ambiente hospitalar preparado são grandes aliados para lidar com esses problemas.

Por outro lado, é importante ressaltar que principalmente graças à cirurgia robótica, as prostatectomias estão cada vez mais bem sucedidas em preservar os nervos responsáveis pela contenção da urina e manutenção da ereção, possíveis sequelas do tratamento do câncer de próstata. Além disso, com bastante paciência e acompanhamento médico adequado, a impotência pode ser reversível.

Outro ponto a ser levado em consideração é que enquanto a cirurgia oferece a possibilidade de remover completamente o câncer, as sessões de radioterapia buscam diminuí-lo cada vez mais, até que desapareça. Alguns homens se sentem desconfortáveis com a ideia de manter o tumor no corpo por esse período, e preferem removê-lo juntamente da próstata. 

Já o  HIFU, que tem apresentado resultados bastante positivos na cura dessa neoplasia, só pode ser utilizado em tumores de tamanho pequeno a intermediário. Então, apesar de bem-sucedido, tem aplicabilidade limitada. 

Cada caso é único e sempre defendo que essa deve ser uma decisão compartilhada, em que tanto o conhecimento técnico do médico quanto o desejo do paciente devem ser levados em conta. 

Também encorajo meus pacientes a conversarem com outros homens que passaram pelo diagnóstico de câncer de próstata, ou pelo menos realizar uma extensa pesquisa para tomar essa decisão com mais segurança

Orientação por Realidade Aumentada 3D: mais um avanço na cirurgia robótica

Novidade no campo da cirurgia robótica: Pesquisadores italianos desenvolveram uma ferramenta para a navegação cirúrgica intra operatória que sobrepõe, em tempo real, imagens de modelos tridimensionais da anatomia do paciente às imagens captadas pelos equipamentos cirúrgicos durante o procedimento videolaparoscópico ou robótico. 

O estudo compara esse recurso à ultrassonografia e foi divulgado na edição de novembro de 2019 da revista @euro_urol, uma publicação da Associação Europeia de Urologia. 👨🏻‍🔬

Ao utilizar o Sistema Cirúrgico da Vinci, por exemplo, o cirurgião já tem visualização em 3D, com um aumento de até 15 vezes da área operada. Com o novo recurso, ele vai enxergar ainda melhor as estruturas a serem operadas.

Se pensarmos, por exemplo numa nefrectomia (cirurgia indicada para casos de câncer de rim), fica fácil entender as vantagens da tecnologia: evitar que o paciente perca todo o órgão, permitindo que apenas a parte com tumor, mesmo os de maior extensão, seja extraída durante a operação. 🕹️

No estudo, os modelos tridimensionais foram criados a partir de tomografias computadorizadas pré-operatórias. Depois, com uma plataforma desenvolvida especialmente para essa finalidade, os modelos podem ser “manipulados” de acordo com a intervenção a ser feita. Por fim, esse vídeo é sobreposto às imagens da anatomia do paciente em tempo real e é exibido no monitor do Sistema Cirúrgico da Vinci. 

Interessante, não é? Reconstruções de alta precisão como essa são possíveis graças à colaboração entre urologistas e bioengenheiros. Assim, a nefrectomia parcial pode ser feita aliando duas das mais modernas tecnologias para o tratamento do câncer de rim: cirurgia robótica e realidade aumentada 🤝

De maneira geral, os resultados demonstraram que o uso de Realidade Aumentada tridimensional diminuiu o risco do desenvolvimento de complicações pós-operatórias, além de ter mostrado um impacto positivo no retorno da função renal pós-cirurgia. 👍🏻

A técnica ainda apresenta algumas limitações. Exige uma grande equipe de profissionais, além de ser necessário realizar novos estudos utilizando um grupo amostral maior. No entanto, ela já aponta possibilidades de aperfeiçoar ainda mais a cirurgia e, consequentemente, a recuperação e qualidade de vida dos pacientes. 🔭

Cirurgia Robótica: perspectivas para 2020

Nos últimos anos, temos acompanhado uma evolução consistente da cirurgia robótica, no contexto do aprimoramento contínuo dos procedimentos minimamente invasivos em terras brasileiras. 

Esse desenvolvimento é percebido tanto a nível estadual quanto nacional. Hoje, temos mais de 50 robôs espalhados pelo país em cidades como Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belém e Recife. E a tendência desse volume é crescer.

Mantendo a tradição desde a chegada da cirurgia robótica no Brasil, em 2008, a urologia é uma das áreas que mais emprega robôs nos procedimentos cirúrgicos. Atualmente, entre 60% e 65% das intervenções realizadas com plataformas robóticas no país são feitas nessa especialidade.

Para 2020, a perspectiva é chegar à contagem de 100 robôs sendo usados no Brasil. Também esperamos que a tecnologia chegue a outras cidades, saindo dos grandes centros e chegando mais perto do interior dos estados.

No mundo todo, a cada 36 segundos, uma cirurgia robótica é realizada. Como parâmetro internacional, temos os Estados Unidos, onde já são 3 mil plataformas robóticas instaladas e operando com total precisão e segurança.

É claro que ainda temos um longo caminho a percorrer para tornar o acesso à cirurgia robótica mais capilarizado e constante no país, mas a realidade brasileira já impressiona.

A realidade brasileira em cirurgia robótica já impressiona

Passados pouco mais de dez anos desde que o primeiro procedimento com auxílio de um robô cirurgião foi realizado (em um grande hospital de São Paulo), o Brasil lidera o ranking de cirurgias robóticas na América Latina.

Essa informação está nas conclusões de uma pesquisa realizada recentemente pela Intuitive Surgical, a empresa que representa, no Brasil, a gigante fabricante de robôs Da Vinci.

Os dados da investigação também apontam que a urologia é a especialidade médica que mais realiza cirurgias robóticas no país. Em segundo lugar, está a cirurgia geral, seguida da ginecologia.

Para termos uma ideia de como a cirurgia robótica vem evoluindo de forma consistente no país, podemos considerar o exemplo de Minas Gerais. 

Faz pouco mais de dois anos que a tecnologia chegou em terras mineiras. No entanto, já são mais de 100 médicos cirurgiões plenamente capacitados para comandar uma plataforma robótica no estado.

Toda essa evolução deve ser comemorada! Afinal, a cirurgia robótica permite o alcance de vários benefícios, tanto para pacientes quanto para médicos. 

Estamos falando de recuperação mais rápida e menos tempo de internação (para o paciente) e alto nível técnico nos procedimentos e mais ergonomia (para o cirurgião), entre outras vantagens.

Seguiremos acompanhando a tendência de crescimento da cirurgia robótica em terras brasileiras. Esse é um caminho inevitável, que foi traçado para revolucionar as intervenções cirúrgicas e a medicina no Brasil e no mundo.

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