Saúde mental do paciente com câncer: O que você precisa saber

O câncer é uma doença muito estigmatizada, que requer tratamentos complexos e envolve uma equipe médica multidisciplinar e outros profissionais de saúde com psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, etc, além de cuidadores e da família do paciente. 

 

Por se tratar de uma doença crônica, cujo tratamento muitas vezes é longo, o diagnóstico pode afetar a saúde emocional do paciente e de todos que estão à sua volta. Nesse momento, é comum um turbilhão de emoções e sentimentos como ansiedade, angústia, depressão, nervosismo e  apatia. 

 

Todas essas oscilações de humor podem ter reflexo na vida conjugal/familiar, laboral, social ou acadêmica do paciente. É comum vermos pacientes em tratamento do câncer se cobrando uma rotina como a que tinha antes do diagnóstico. Entretanto, é importante lembrar que cada um tem um período para digerir e se adaptar à nova realidade e desafios.

 

Além de tentar manter uma rotina, as pessoas em tratamento de câncer também têm que enfrentar os efeitos colaterais da terapia, da escolha dos métodos terapêuticos, dos impactos da doença e de possíveis complicações que podem até se tornar permanentes. 

 

Saúde Mental do Paciente com Câncer de Próstata

 

O câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil e ainda hoje repleto de estigmas. Muitos homens ainda não fazem os exames para a detecção precoce da doença devido à falta de informação e preconceito. Em muitos casos, quando a doença é descoberta, o tratamento tem que ser mais agressivo, diminuindo as chances de cura ou fazendo com que os pacientes tenham algum tipo de complicação. 

 

Além dos fatores psicológicos que afetam as pessoas com câncer, homens com câncer de próstata tem ainda mais um agravante: o medo da impotência sexual e da disfunção erétil. Muitos homens retardam o início do tratamento por questões ligadas à masculinidade e medo de não conseguirem mais ter relações sexuais satisfatórias.

 

Apesar dos dados sobre o assunto ainda serem escassos e não existir uma compilação dos mesmos, acredita-se que entre 30% a 50% dos pacientes em tratamento do câncer de próstata apresentam algum tipo de transtorno psiquiátrico, seja a depressão, ansiedade ou agressividade, chegando a afetar o cônjuge do paciente. 

 

Em pacientes com esse quadro é recomendada a psicoterapia, que auxilia no controle da depressão e ansiedade, contribuindo até mesmo para a redução da dor. Uma abordagem  combinada entre o psiquiatra/psicólogo, o urologista e o oncologista é bastante benéfica ao paciente pois a combinação de fármacos pode auxiliar tanto no tratamento da depressão, quanto no tratamento do tumor. 

 

É normal ter medo e dúvidas neste momento, mas o importante é a pessoa ter em mente que não está sozinha. Sua equipe de saúde tem o conhecimento e a experiência para ajudá-lo. Mas continue lembrando-se de que você é especialista em sua própria saúde. Sempre que perceber que algo não vai bem procure ajuda, seja ela médica, psicológica ou de amigos e familiares, pois o câncer é uma doença que se vence juntos!

IST’s podem levar ao desenvolvimento de câncer, infertilidade e até óbito

As Infecções Sexualmente Transmissíveis, IST’s, antigamente conhecidas como Doenças Sexualmente Transmissíveis, DST´s, são infecções causadas por vírus, bactérias ou parasitas e transmitidas principalmente através das relações sexuais desprotegidas, sejam elas vaginais, anais ou orais. 

 

A terminologia sofreu alteração em seu nome, porque, de acordo com o Ministério da Saúde, Infecções Sexualmente Transmissíveis remetem ao fato de que uma pessoa pode transmitir uma infecção, mesmo sem apresentar nenhum sintoma. Quando as infecções são sintomáticas, o mais comum é que a pessoa apresente corrimento vaginal, corrimento uretral ou queimação nos homens, úlceras genitais e dor abdominal.

 

As IST’s são compostas por mais de 30 diferentes  tipos de infecção, que causam várias doenças, entre elas, a sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase, que são curáveis, e outras infecções virais consideradas incuráveis, como a  hepatite B, herpes, HIV e papilomavírus humano (HPV). Algumas IST’s também podem ser transmitidas de mãe para filho durante a gravidez, parto e amamentação.

 

Dados da IST’s

 

As IST´s têm um impacto profundo na saúde sexual e reprodutiva em todo o mundo. Dados da Organização Mundial de Saúde, OMS, estimam que mais de um milhão de pessoas sejam afetadas por essas doenças todos os dias no mundo. 

 

No Brasil, segundo o IBGE, 0,6% da população contraíram algum tipo de infeção sexualmente transmissível, somente em 2019, o que corresponde a cerca de um milhão de pessoas com mais de 18 anos. 

 

E os dados são ainda mais alarmantes, pois somente 22% dos entrevistados afirmaram que usaram preservativos em todas as relações sexuais nos 12 meses que antecederam a pesquisa, enquanto 59% relataram que não fizeram uso de nenhum tipo de proteção e 17% que usaram de forma esporádica. 

 

E os jovens estão entre os mais afetados pelas IST´s. Ainda de acordo com o IBGE, quase 42 mil pessoas foram diagnosticadas com HIV e 37 mil com Aids, em 2019. Desse total, o público mais afetado foi entre 25 e 39 anos de idade.

 

Impactos das IST’s sobre a saúde

 

As IST’s podem ter consequências graves além do impacto imediato da própria infecção. Pessoas com infecções sexuais estão mais propensas a infertilidade, alguns tipos de câncer e até mesmo a morte precoce. 

 

Mulheres com IST’s podem ter problemas para engravidar devido a inflamação nas trompas, enquanto os homens podem ter as estruturas do trato reprodutivo danificadas em caso de doenças não tratadas.

 

Vários tipos de câncer também estão relacionados às infecções sexuais. Somente o HPV está ligado a 13 tipos potenciais de cânceres, sendo o de colo de útero o mais comumente associado ao tumor. Porém, pessoas com HPV também podem desenvolver câncer de orofaringe, vulva e pênis.

 

Apesar do HIV ser a IST’s considerada mais grave, se não tratadas, essas outras infecções podem levar a doenças graves, culminando até mesmo com o óbito do paciente. Por isso é importante que todas as relações sexuais sejam protegidas e que haja um acompanhamento médico períodico, pois como essas doenças muita vezes não apresentam sintomas e a pessoa pode ter uma IST’s e nem sequer fazer ideia. 

 

E a mudança de comportamento sexual é a chave para se evitar as infecções sexualmente transmissíveis. 

Pandemia afeta diagnóstico de câncer de pênis

Pandemia afeta diagnóstico de câncer de pênis

O mês de fevereiro é marcado por uma importante campanha da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU): Prevenção ao Câncer de Pênis. Apesar de não ser uma doença tão recorrente, acometendo cerca de 2% dos brasileiros, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, INCA, o câncer de pênis, se não diagnosticado de forma precoce, pode levar a graves consequências, como a amputação do membro. 

 

E a pandemia provocada pela Covid-19 fez com que o diagnóstico da doença caísse bastante, se comparado aos anos anteriores. De acordo com o Datasus, em 2019, o Brasil registrou 2.197 casos da doença, enquanto em 2020, ano em que se iniciou a pandemia, o número de diagnósticos de câncer de pênis não passou de 1.791. 

 

Sem diagnóstico precoce, as chances de um tratamento mais conservador para o câncer de pênis são reduzidas de forma drástica. Só para efeito de comparação, em 2019 quando foram registrados mais casos da doença, o número de penectomia (amputação do pênis) foi de 637 casos, enquanto que em 2020, mesmo com um número menor de diagnósticos, as amputações chegaram a 455. Esses dados revelam que, mesmo com menor número de diagnósticos, os casos estão cada vez mais graves, sendo a penectomia a única solução definitiva para combater a doença. 

 

A penectomia traz várias consequências para a qualidade de vida do homem muito além da sexualidade. Além do preconceito que envolve a doença, o paciente pode ter dificuldades para urinar, não conseguir mais ter relações sexuais satisfatórias e problemas emocionais graves. 

 

Fatores de risco para o Câncer de Pênis

 

A doença ainda está bastante ligada a fatores culturais e à vulnerabilidade social. Infelizmente, ainda não é comum falar abertamente sobre os cuidados com a saúde íntima e a má higiene do pênis é um fator de risco para o desenvolvimento da doença. O simples ato de lavar a genitália com água e sabão já ajuda o homem a se prevenir do câncer. 

 

Outros fatores de risco são: 

  • Papilomavírus Humano, HPV, infecção sexualmente transmissível que causa desde verrugas até o câncer de pênis; 
  • Fimose; 
  • Tabagismo;
  • Doenças sexualmente transmissíveis;
  • Lesões no pênis não tratadas;
  • Zoofilia. 

 

O câncer de pênis também está ligado à falta de saneamento básico, baixo índice de escolaridade, difícil acesso ao sistema de saúde e higiene inadequada do local. 

 

Sinais e Sintomas

 

Uma das maneiras de detectar a doença de forma precoce é observar o órgão genital. Lesões no pênis avermelhadas ou que mudam de cor, prurido na região, feridas que não cicatrizam, alteração na textura do pênis, principalmente em cima da lesão que podem se tornar mais ásperas, secreção malcheirosas, verrugas, nódulos no pênis ou na região da virilha merecem uma atenção especial e uma consulta com o médico urologista. 

 

Prevenção e Diagnóstico Precoce

 

Além da higienização adequada, é impressidível que os homens usem preservativos em todas as relações sexuais e façam a postectomia, que é a retirada da fimose. Crianças e adolescentes também devem ser vacinados contra o HPV, que ajuda a proteger contra a doença na fase adulta. 

 

O tratamento vai depender, em grande parte, do grau de acometimento das lesões no pênis. Em tumores pequenos, o médico consegue ressecar os nódulos, mantendo o órgão e com chances de cura bastante elevadas. Em pacientes com diagnóstico tardio e lesões extensas, a penectomia parcial ou total pode ser a única alternativa. 

 

Infelizmente, o Brasil hoje está entre os países com maior incidência de câncer de pênis do mundo, comparado a nações cujo índice de pobreza é bastante elevado. Por isso mesmo, campanhas como essa realizadas pela Sociedade Brasileira de Urologia são tão importantes para esclarecer sobre a doença e promover a prevenção e o diagnóstico precoce. 

Doenças neurológicas podem causar distúrbios na bexiga

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de um bilhão de pessoas no mundo tem algum tipo de doença neurológica.

Quando a pessoa sofre com alguma doença neurológica, entre outros problemas, ela pode ficar com os movimentos comprometidos, distúrbios de sono, tremores, desequilíbrio, problemas olfativos e até urinários. 

Isso porque o sistema nervoso comanda também a bexiga, fazendo com que ela segure a urina na hora certa e promova o relaxamento durante a micção. Porém, traumas e algumas dessas doenças neurológicas causam uma distúrbio na bexiga, fazendo com que ela deixe de controlar o ato miccional, causando a incontinência urinária. Quando esses músculos e nervos trabalham de maneira desordenada, a bexiga não sabe a hora de reter ou esvaziar seu conteúdo. 

Causas

Em pessoas com distúrbios neurológicos, os nervos e os músculos não funcionam muito bem juntos. Como resultado, a bexiga pode não encher ou esvaziar corretamente. Com a bexiga hiperativa, os músculos podem estar hiperativos e contrair com mais frequência do que o normal antes que a bexiga esteja cheia de urina, levando à micção frequente. Em outros casos, os músculos do esfíncter não são fortes o suficiente e deixam a urina passar antes da pessoa estar pronto para ir ao banheiro, causando a incontinência urinária.

Em outras pessoas, o músculo da bexiga pode estar sub ativo. Ele não vai espremer quando está cheio de urina e não vai esvaziar totalmente, sendo que por mais que o paciente faça força para urinar, ela não consiga de forma satisfatória.

Tratamento 

Além do acompanhamento da doença neurológica em si, o tratamento das doenças da bexiga deve ser orientado por um urologista, que vai levar em consideração: a idade do paciente, saúde geral e histórico médico, a causa do dano  neurológico, a gravidade dos sintomas etc. 

Com base nesse diagnóstico, os objetivos do tratamento serão definidos e tendem a controlar os sintomas, prevenir danos ao trato urinário e melhorar as idas ao banheiro por parte dos pacientes. Em geral, mudanças no estilo de vida e treinamento do assoalho pélvico ajudam a resolver o problema, porém quando estes tratamentos paliativos não fazem efeito, o médico pode recomendar o uso de algumas medicações para relaxar os músculos no caso da bexiga hiperativa ou cateteres usado no tratamento da bexiga hipoativa. Este pequeno tubo é inserido na uretra para ajudar a esvaziar completamente a bexiga. 

O importante é que você saiba que existe tratamento para os problemas de bexiga decorrentes dos distúrbios neurológicos e quanto antes você começar a tratá-los, melhor vai ser a sua qualidade de vida. 

O câncer está entre as principais causas de morte prematura em todo mundo.

O câncer está entre as principais causas de morte prematura em todo mundo.

As estimativas mais recentes apontam que, somente em 2018, mais de 18 milhões de novos casos de câncer foram diagnosticados no mundo, levando a quase 10 milhões de óbitos. Em parte, o aumento de casos se deve ao envelhecimento da população. Porém, o desenvolvimento socioeconômico e determinados hábitos de vida como o sedentarismo, alimentação inadequada, entre outros, têm contribuído para o surgimento da doença.

Entre os tipos de câncer mais comuns no mundo estão o de pulmão e mama, com 2,1 milhões de casos, seguido pelo câncer colorretal, com 1,8 milhão, e o de próstata, atingindo 1,3 milhões de pessoas.

No Brasil, os dados também são alarmantes. Serão 66 mil homens diagnosticados com câncer de próstata, somente em 2022, o que corresponde a 62,95 novos casos a cada 100 mil pessoas. O câncer de bexiga também deve acometer 10.640 pessoas somente este ano. Estes dados fazem parte do documento Incidência do Câncer no Brasil, do Instituto Nacional do Câncer José Gomes da Silva, INCA, órgão ligado ao Ministério da Saúde.

Como prevenir o câncer de próstata?

Muitos tipos de câncer, assim como outras doenças como as respiratórias, cardiovasculares, renais e a diabetes podem ser evitadas, desde que a pessoa mantenha hábitos saudáveis e evite a exposição a fatores de risco. Para isso, é importante conhecer esses fatores, reduzindo as chances de adoecer.

Alguns fatores de risco, como raça, histórico familiar e idade, não podem ser evitados e as chances de desenvolver a doença aumentam significativamente a partir dos 50 anos. Porém, muitos outros podem ser controlados, entre eles o tabagismo, etilismo, sedentarismo e a alimentação inadequada.

É muito importante que todo homem, especialmente a partir dos 40 anos de idade, consulte regularmente o urologista e faça o exame de toque retal e a dosagem do antígeno prostático específico, PSA. A detecção precoce aumenta as chances de cura da doença e o sucesso no tratamento.

Câncer de bexiga, causas e prevenção

O câncer de bexiga é uma das neoplasias mais comuns do trato urinário e é classificado em três tipos principais: carcinoma de células de transição, carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma invasivo ou não invasivo, sendo que 95% dos carcinomas de células uroteliais ou carcinomas de células de transição se desenvolvem no interior do trato urinário.

A doença, apesar de atingir ambos os sexos, é mais comum entre os homens que são acometidos duas vezes mais que as mulheres. Dentre os principais fatores de risco para a doença, está o tabagismo, que responde de 50% a 70% dos casos. De acordo com vários estudos, os fumantes têm de duas a seis vezes mais chances de ter a doença em comparação aos não fumantes.

Entre outros fatores que aumentam o risco para o câncer de bexiga estão os ligados a questões ocupacionais. Exposição a compostos químicos como azocorantes, benzeno, benzidina, cromo, poeira de metais, petróleo e tintas podem contribuir para o desenvolvimento da neoplasia. Trabalhadores da agricultura que têm contato frequente com agrotóxicos também devem fazer exames preventivos com mais frequência.

As recomendações para prevenir o câncer de bexiga são semelhantes às do câncer de próstata. Incluir a prática de atividade física na rotina, manter uma dieta equilibrada rica em fibras, reduzir o consumo de processados, ultraprocessados e proteína de origem animal contribuem para o baixo risco de desenvolver as células cancerígenas. Além dos exames regulares de rotina.

Mantendo esses hábitos é possível evitar que tanto o câncer de próstata e bexiga apareçam ou que sejam diagnosticados e tratados precocemente, garantido sucesso no tratamento e qualidade de vida para o paciente.

Informação é poder

 

É normal ao sentir uma dor ou sensação estranha no corpo consultar o Dr. Google para tentar achar um ‘diagnóstico’. E esse não é um hábito comum somente do brasileiro. Estima-se que 70 mil buscas relacionadas à saúde são realizadas no Google por minuto, ou seja, a cada 20 pesquisas, uma é sobre o assunto.

Mas, essa pesquisa, aparentemente inofensiva, pode esconder alguns perigos. Isso porque muitas informações contidas na web, além de não serem 100% seguras e confiáveis, podem enganar o paciente com relação aos sintomas. E fazer com que tome ações inadequadas, como a automedicação, por exemplo. 

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Waterloo, no Canadá, pesquisar doenças na internet pode fazer com que o paciente se sinta realmente pior e em apenas ⅓ das vezes, os sintomas coincidem com o diagnóstico correto. 

Por isso, é importante que ao perceber algum sintoma que se mantenha por dias ininterruptos, um médico seja consultado. Afinal, ele é o único profissional capacitado  a oferecer um diagnóstico correto. 

Além das queixas do paciente, o médico vai se apoiar em testes físicos, exames laboratoriais, de imagem, histórico familiar e, se necessário, consultar outros especialistas. Só então irá propor um tratamento. 

Importância da Informação de Qualidade

Em tempos de fake news e notícias consumidas pelo whatsapp, a informação de qualidade se faz mais que necessária, e inclusive ajuda a salvar vidas. E o  direito à informação está garantido na Constituição brasileira, bem como o direito à saúde.  

Por isso, eu mantenho vários canais de comunicação (Instagram, Facebook, Site, Youtube) para que meus pacientes possam se informar sobre a saúde e tirar suas principais dúvidas em relação aos procedimentos, recuperação, tratamentos etc.

Isso porque um paciente bem informado ajuda não somente na hora do diagnóstico médico. Como em todo o processo de tratamento, por estar mais consciente de tudo o que foi feito e do seu papel como protagonista para sua recuperação. Quanto mais bem informado o paciente chega ao consultório, mais produtiva é a consulta e é dever do médico incentivar esses questionamentos.

Dica importante: Diante de tudo que foi falado até aqui, se manter bem informado é fundamental para a adesão do paciente ao tratamento. Mas, é importante ficar atento a todas as informações que se recebe da internet. Na hora de pesquisar sobre a saúde busque fontes confiáveis, como o blog do seu médico de referência, sites das sociedades médicas ou de hospitais. Informação é poder, mas desde que ela seja segura e confiável. 

Johnson & Johnson pesquisa bloqueador de células cancerígenas que repara, ao mesmo tempo, o dna danificado

Johnson & Johnson pesquisa bloqueador de células cancerígenas que repara, ao mesmo tempo, o dna danificado

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, apesar do número de pacientes com câncer de próstata ter diminuído nos país na última década, a doença metastática dobrou, passando de 4% para 8% dos pacientes. 

Isso porque, certas mutações genéticas podem ser mais agressivas e gerar o câncer metastático em pacientes mais jovens, como os genes BRCA. 

Os genes BRCA1 e BRCA2 produzem proteínas que ajudam a reparar o DNA danificado, porém, quando apresentam variantes ou mutações, o câncer pode se desenvolver. Como os  genes não podem reparar células danificadas como faziam anteriormente, as células cancerígenas passam a se desenvolver sem controle. 

Como forma de conter a doença, a empresa farmacêutica americana Johnson & Johnson está desenvolvendo uma nova medicação capaz de bloquear as células cancerígenas do câncer de próstata ao mesmo tempo que repara o DNA atingido pela doença. 

Testes Clínicos

A empresa está realizando testes clínicos para uma nova forma de tratamento do câncer de próstata para pacientes com esta mutação genética, mas que também pode ser estendida a outras, como FANCA, PALB2, CHEK2, BRIP1, HDAC2 e ATM.

O DNA Damage Repair Factor, como essa nova droga tem sido chamada pela Johnson & Johnson, ajuda as células a se recuperarem dos danos, por meio de medicamentos como a polimerase ou inibidores de PARP. Esses inibidores fazem com que as células doentes não consigam se reproduzir e acabem morrendo.

Pesquisas realizadas pela empresa mostraram que os PARP são especialmente benéficos para pacientes com câncer de próstata avançado,  que tiveram uma mutação BRCA, pois as células cancerosas seriam mais sensíveis aos inibidores de PARP.

A indicação é que esse novo medicamento seja utilizado a partir da descoberta da doença com essas mutações, melhorando os resultados do tratamento e garantindo sobrevida aos pacientes. 

Uma boa notícia para homens que enfrentam o câncer de próstata metastático. Agora é só esperar a aprovação pelo órgãos de saúde americano, para que depois essa terapia possa ser aprovada também por outros países. 

Câncer e falta de libido. Por que isso acontece?

Câncer e falta de libido. Por que isso acontece?

A descoberta de um câncer afeta tanto a saúde física quanto emocional do paciente. E não é pra menos, são vários procedimentos que o paciente tem que passar, como cirurgia, radioterapia, terapia hormonal, quimioterapia e medicamentos que podem causar diversos efeitos colaterais, incluindo perda da libido e desejo sexual.

E essa perda de libido não se restringe apenas aos tipos cânceres  que envolvem os órgãos sexuais, pois os tratamentos podem causar alterações na saúde como um todo, afetando a imagem corporal do paciente e causando fadiga, ansiedade, depressão e diminuindo o interesse por sexo.

Mas a boa notícia é que a libido volta após o tratamento!

Disfunção Erétil, efeito colateral mais comum em homens em tratamento contra o câncer

A disfunção erétil é um dos principais efeitos colaterais do tratamento do câncer, mas vários outros podem surgir, como: 

  • dificuldade em atingir o clímax;
  • orgasmo seco ou mais fraco; 
  • perda de interesse em sexo;
  • incômodo durante a atividade sexual, etc. 

Os homens em idade mais avançada têm mais probabilidade de apresentar disfunção sexual durante o tratamento do câncer. Isso acontece porque com a idade, independente do câncer, os homens tendem a apresentar dificuldade de manter uma relação sexual satisfatória. Nesses casos, os efeitos colaterais estão muito mais relacionados com a idade avançada do que com o tratamento em si. O tratamento pode também acelerar a perda da potência sexual associada ao envelhecimento. 

No entanto, os cânceres localizados na região pélvica pode causar mais dificuldades na hora do sexo para os homens, como o câncer de béxiga e próstata, por exemplo. 

Mas também não significa que a vida sexual saudável e ativa ficará comprometida após o tratamento do câncer.

Como recuperar a função sexual?

Nem todo homem em tratamento contra o câncer terá efeitos colaterais como a perda da libido. Mas saiba que isso é perfeitamente normal durante algum tempo e pode  desaparecer em algumas semanas ou meses após o tratamento. 

Mas, se o problema persistir, tente descobrir o que está te impedindo de retomar sua função sexual. Converse com seu médico, que poderá indicar medicamentos ou mesmo a terapia para que você volte a ter sua libido de novo. 

É importante também falar com seu parceiro (a) para que ele (a) esteja ciente do problema e juntos enfrentam essa situação. Mas nunca perca a paciência, pois simplesmente pode  levar apenas tempo até você recuperar a função sexual.  

 

Autoexame dos testículos salva vidas!

Autoexame dos testículos salva vidas!

O câncer de testículo, apesar de ser pouco falado em comparação ao de próstata, atinge cerca de 74 mil homens no mundo todos os anos.

Outro dado preocupante se refere à média de idade que esse tipo de câncer costuma aparecer, algo entre 15 e 34 anos, o que pode causar problemas de autoestima e comprometer a fertilidade masculina.

 

Autoexame é primeiro passo para um diagnóstico precoce

Em geral, o diagnóstico do câncer de testículo costuma acontecer de forma tardia, pois os pacientes confundem os sinais e sintomas com outras causas como, doenças sexualmente transmissíveis ou algum trauma no local.  

Isso porque os nódulos que aparecem no pênis, em geral, são indolores e, como não apresentam sintomas, os homens tendem a postergar uma visita ao médico. 

Mas um exame simples pode ajudar na detecção precoce da doença. É o autoexame de testículos. Assim como as mulheres têm o hábito de realizar o autoexame das mamas, o autoexame masculino também é essencial para verificar alterações nos testículos, que diga-se de passagem, nem sempre vão ser um câncer. 

 

Como realizar o autoexame dos testículos?

O autoexame deve ser realizado uma vez por mês durante o banho. É importante que o autoexame seja realizado com frequência para que o homem se habitue com o órgão, seu tamanho e consistência e consiga identificar uma quebra de padrão, ou seja, o surgimento de algo diferente. 

Seguem agora algumas dicas de como realizar o autoexame:

  • Em pé no chuveiro examine os testículos, um de cada vez, com ambas as mãos;
  • Gire delicadamente os testículos com os dedos para sentir toda a superfície; 
  • Procure por inchaços, caroços ou anomalias. 

Ao perceber qualquer irregularidade nos testículos, marque imediatamente uma consulta com o urologista para avaliar a possibilidade de ser um câncer. Quanto mais rápido o diagnóstico, maiores as chances de cura e queda na mortalidade. E a possibilidade de ter sua vida normal de volta!

Três décadas de tratamento do câncer de bexiga: progresso e incertezas

Três décadas de tratamento do câncer de bexiga: progresso e incertezas

A principal função da bexiga é armazenar a urina produzida pelos rins até que ela seja eliminada. E uma das evidências de que algo não vai bem na bexiga é a presença de sangue na urina. Esse sintoma, aliado a outros sinais, pode ser indicativo de câncer de bexiga.  

Quando o câncer de bexiga é invasivo o procedimento indicado é a realização de uma cistectomia, que consiste na retirada de parte ou de toda a bexiga, além de outras estruturas próximas, como próstata e glândulas seminais, no caso dos homens, e útero, ovário e parte da vagina, no caso das mulheres.

 

Panorama Histórico do Câncer de Bexiga no Brasil

 

Há 30 anos o tratamento do câncer de bexiga se baseava em duas frentes: abordagens auxiliares após a cistectomia, para melhorar os resultados oncológicos, e técnicas cirúrgicas com intuito de substituir o conduto ileal. 

 

O tratamento consistia na realização de quimioterapia após a cirurgia. Alguns anos depois, pesquisadores americanos e europeus também conduziram estudos sobre os benefícios da quimioterapia antes mesmo da cistectomia, que passou a ser adotada em grande parte dos casos.

 

Anos mais tarde, técnicas não invasivas passaram a fazer parte das salas de cirurgia e a cistectomia robótica foi um dos grandes avanços para médicos e pacientes. O uso dessa tecnologia possibilita aos pacientes uma recuperação mais rápida, confortável, menos riscos de complicações e mais qualidade de vida, quando comparada à cirurgia aberta. 

 

O que esperar do tratamento do câncer de bexiga? 

 

A evolução da medicina trouxe uma forma totalmente nova de tratar os pacientes com câncer de bexiga avançado, através do sequenciamento e análise ômica. Os pesquisadores dividiram cânceres de bexiga invasivos em seis subtipos, com diferentes prognósticos e diferentes respostas às terapias sistêmicas, fazendo com que o tratamento possa ser mais “personalizado” de acordo com o tipo da doença.

 

Outra aposta da medicina é o desenvolvimento de inibidores de checkpoint, que é considerado o primeiro avanço real em mais de 50 anos. Atualmente existem mais de 20 pesquisas sendo desenvolvidas com esses inibidores que devem contribuir para o tratamento não só do câncer metastático, como também nas fases iniciais da doença. 

 

Recentemente, verificou-se também que a indústria farmacêutica voltou a se interessar em desenvolver e produzir medicamentos para o tratamento desse tipo de câncer. Alguns estudos já estão em fase bastante avançada, já podendo ser aprovado pela FDA americana, equivalente ao ministério da saúde no Brasil.

 

Apesar dos avanços ao longo dos últimos anos, não há estudos conclusivos sobre os exames de urina em substituição a cistoscopia. Outra incerteza que ronda a doença é se será possível prever quais os tumores têm mais riscos de progredir e quais responderão melhor aos tratamentos empregados. 

 

Para os pesquisadores será, sim, possível prever essas situações,  porém o alto custo desse rastreamento, faria com que grande parte da população não tivesse acesso a eles. Agora é esperar para ver o que o futuro reserva para o tratamento do câncer de bexiga e que seja acessível a todos. 

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