Autor: Dr. Pedro Romanelli

Pedro Romanelli é urologista com ênfase em cirurgia robótica. Acredita na possibilidade de associar avanços tecnológicos a um tratamento humanizado. Sempre quis ter uma profissão que permitisse cuidar das pessoas e mudar suas vidas.

Há 20 anos, surgia o viagra, pílula que revolucionou nossas (duas) cabeças

viagraUma pequena pílula para o homem, um considerável salto em qualidade de vida para (parte da) humanidade. Com a licença da paródia à célebre frase do astronauta americano Neil Armstrong, eu assim definiria o Viagra, droga para impotência sexual que completou duas décadas este ano.

Não seria exagero dizer que o medicamento lançado pelo laboratório Pfizer representou uma verdadeira revolução sexual. Além de permitir que milhões de homens no mundo inteiro voltassem a praticar sexo de maneira gratificante e satisfatória com suas parceiras com suas (seus) parceiras (os), o viagra atualizou nossas conversas sobre disfunção erétil. E isso, amigo, é muita coisa.

Pobre (e doente) super homem…

Não tenho dúvidas de que o machismo é uma doença social de altíssimo grau de letalidade – sobretudo para as mulheres, como nos mostram numerosas e tristes estatísticas.

Como médico, por vezes tenho vontade de catalogar esse comportamento também na CID, a Classificação Internacional de Doenças. Especificamente, no grupo das enfermidades autoimunes – aquelas em que o corpo trabalha contra si mesmo, caso da esclerose múltipla, por exemplo.

Estou assustado com o avanço da sífilis e você também deveria estar

Sabe do que eu realmente gosto de falar? Do futuro. De progressos. De cura. De doenças erradicadas. De comportamentos coletivos modificados para melhor. De projeções otimistas.

Infelizmente, preciso falar sobre sífilis, esse “trending topic” da Idade Média. Que outro assunto, afinal, pode ter um urologista diante da notícia de que houve aumento dos casos notificados da enfermidade em países de todo o mundo?

Anticoncepcional: o mais novo “amigo” do homem

“Você toma pílula?”. Desde a revolução sexual dos anos 1960 – fenômeno marcado pela chegada da pílula anticoncepcional feminina ao mercado -, estamos bem (ou mal) acostumados a fazer essa pergunta a nossas parceiras sexuais. Muito em breve, teremos que nos habituar não só a ouvir o mesmo questionamento como a estabelecer novas negociações e acordos com as mulheres com as quais nos relacionamos.

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