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Doenças neurológicas podem causar distúrbios na bexiga

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de um bilhão de pessoas no mundo tem algum tipo de doença neurológica.

Quando a pessoa sofre com alguma doença neurológica, entre outros problemas, ela pode ficar com os movimentos comprometidos, distúrbios de sono, tremores, desequilíbrio, problemas olfativos e até urinários. 

Isso porque o sistema nervoso comanda também a bexiga, fazendo com que ela segure a urina na hora certa e promova o relaxamento durante a micção. Porém, traumas e algumas dessas doenças neurológicas causam uma distúrbio na bexiga, fazendo com que ela deixe de controlar o ato miccional, causando a incontinência urinária. Quando esses músculos e nervos trabalham de maneira desordenada, a bexiga não sabe a hora de reter ou esvaziar seu conteúdo. 

Causas

Em pessoas com distúrbios neurológicos, os nervos e os músculos não funcionam muito bem juntos. Como resultado, a bexiga pode não encher ou esvaziar corretamente. Com a bexiga hiperativa, os músculos podem estar hiperativos e contrair com mais frequência do que o normal antes que a bexiga esteja cheia de urina, levando à micção frequente. Em outros casos, os músculos do esfíncter não são fortes o suficiente e deixam a urina passar antes da pessoa estar pronto para ir ao banheiro, causando a incontinência urinária.

Em outras pessoas, o músculo da bexiga pode estar sub ativo. Ele não vai espremer quando está cheio de urina e não vai esvaziar totalmente, sendo que por mais que o paciente faça força para urinar, ela não consiga de forma satisfatória.

Tratamento 

Além do acompanhamento da doença neurológica em si, o tratamento das doenças da bexiga deve ser orientado por um urologista, que vai levar em consideração: a idade do paciente, saúde geral e histórico médico, a causa do dano  neurológico, a gravidade dos sintomas etc. 

Com base nesse diagnóstico, os objetivos do tratamento serão definidos e tendem a controlar os sintomas, prevenir danos ao trato urinário e melhorar as idas ao banheiro por parte dos pacientes. Em geral, mudanças no estilo de vida e treinamento do assoalho pélvico ajudam a resolver o problema, porém quando estes tratamentos paliativos não fazem efeito, o médico pode recomendar o uso de algumas medicações para relaxar os músculos no caso da bexiga hiperativa ou cateteres usado no tratamento da bexiga hipoativa. Este pequeno tubo é inserido na uretra para ajudar a esvaziar completamente a bexiga. 

O importante é que você saiba que existe tratamento para os problemas de bexiga decorrentes dos distúrbios neurológicos e quanto antes você começar a tratá-los, melhor vai ser a sua qualidade de vida. 

Informação é poder

 

É normal ao sentir uma dor ou sensação estranha no corpo consultar o Dr. Google para tentar achar um ‘diagnóstico’. E esse não é um hábito comum somente do brasileiro. Estima-se que 70 mil buscas relacionadas à saúde são realizadas no Google por minuto, ou seja, a cada 20 pesquisas, uma é sobre o assunto.

Mas, essa pesquisa, aparentemente inofensiva, pode esconder alguns perigos. Isso porque muitas informações contidas na web, além de não serem 100% seguras e confiáveis, podem enganar o paciente com relação aos sintomas. E fazer com que tome ações inadequadas, como a automedicação, por exemplo. 

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Waterloo, no Canadá, pesquisar doenças na internet pode fazer com que o paciente se sinta realmente pior e em apenas ⅓ das vezes, os sintomas coincidem com o diagnóstico correto. 

Por isso, é importante que ao perceber algum sintoma que se mantenha por dias ininterruptos, um médico seja consultado. Afinal, ele é o único profissional capacitado  a oferecer um diagnóstico correto. 

Além das queixas do paciente, o médico vai se apoiar em testes físicos, exames laboratoriais, de imagem, histórico familiar e, se necessário, consultar outros especialistas. Só então irá propor um tratamento. 

Importância da Informação de Qualidade

Em tempos de fake news e notícias consumidas pelo whatsapp, a informação de qualidade se faz mais que necessária, e inclusive ajuda a salvar vidas. E o  direito à informação está garantido na Constituição brasileira, bem como o direito à saúde.  

Por isso, eu mantenho vários canais de comunicação (Instagram, Facebook, Site, Youtube) para que meus pacientes possam se informar sobre a saúde e tirar suas principais dúvidas em relação aos procedimentos, recuperação, tratamentos etc.

Isso porque um paciente bem informado ajuda não somente na hora do diagnóstico médico. Como em todo o processo de tratamento, por estar mais consciente de tudo o que foi feito e do seu papel como protagonista para sua recuperação. Quanto mais bem informado o paciente chega ao consultório, mais produtiva é a consulta e é dever do médico incentivar esses questionamentos.

Dica importante: Diante de tudo que foi falado até aqui, se manter bem informado é fundamental para a adesão do paciente ao tratamento. Mas, é importante ficar atento a todas as informações que se recebe da internet. Na hora de pesquisar sobre a saúde busque fontes confiáveis, como o blog do seu médico de referência, sites das sociedades médicas ou de hospitais. Informação é poder, mas desde que ela seja segura e confiável. 

Johnson & Johnson pesquisa bloqueador de células cancerígenas que repara, ao mesmo tempo, o dna danificado

Johnson & Johnson pesquisa bloqueador de células cancerígenas que repara, ao mesmo tempo, o dna danificado

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, apesar do número de pacientes com câncer de próstata ter diminuído nos país na última década, a doença metastática dobrou, passando de 4% para 8% dos pacientes. 

Isso porque, certas mutações genéticas podem ser mais agressivas e gerar o câncer metastático em pacientes mais jovens, como os genes BRCA. 

Os genes BRCA1 e BRCA2 produzem proteínas que ajudam a reparar o DNA danificado, porém, quando apresentam variantes ou mutações, o câncer pode se desenvolver. Como os  genes não podem reparar células danificadas como faziam anteriormente, as células cancerígenas passam a se desenvolver sem controle. 

Como forma de conter a doença, a empresa farmacêutica americana Johnson & Johnson está desenvolvendo uma nova medicação capaz de bloquear as células cancerígenas do câncer de próstata ao mesmo tempo que repara o DNA atingido pela doença. 

Testes Clínicos

A empresa está realizando testes clínicos para uma nova forma de tratamento do câncer de próstata para pacientes com esta mutação genética, mas que também pode ser estendida a outras, como FANCA, PALB2, CHEK2, BRIP1, HDAC2 e ATM.

O DNA Damage Repair Factor, como essa nova droga tem sido chamada pela Johnson & Johnson, ajuda as células a se recuperarem dos danos, por meio de medicamentos como a polimerase ou inibidores de PARP. Esses inibidores fazem com que as células doentes não consigam se reproduzir e acabem morrendo.

Pesquisas realizadas pela empresa mostraram que os PARP são especialmente benéficos para pacientes com câncer de próstata avançado,  que tiveram uma mutação BRCA, pois as células cancerosas seriam mais sensíveis aos inibidores de PARP.

A indicação é que esse novo medicamento seja utilizado a partir da descoberta da doença com essas mutações, melhorando os resultados do tratamento e garantindo sobrevida aos pacientes. 

Uma boa notícia para homens que enfrentam o câncer de próstata metastático. Agora é só esperar a aprovação pelo órgãos de saúde americano, para que depois essa terapia possa ser aprovada também por outros países. 

Câncer e falta de libido. Por que isso acontece?

Câncer e falta de libido. Por que isso acontece?

A descoberta de um câncer afeta tanto a saúde física quanto emocional do paciente. E não é pra menos, são vários procedimentos que o paciente tem que passar, como cirurgia, radioterapia, terapia hormonal, quimioterapia e medicamentos que podem causar diversos efeitos colaterais, incluindo perda da libido e desejo sexual.

E essa perda de libido não se restringe apenas aos tipos cânceres  que envolvem os órgãos sexuais, pois os tratamentos podem causar alterações na saúde como um todo, afetando a imagem corporal do paciente e causando fadiga, ansiedade, depressão e diminuindo o interesse por sexo.

Mas a boa notícia é que a libido volta após o tratamento!

Disfunção Erétil, efeito colateral mais comum em homens em tratamento contra o câncer

A disfunção erétil é um dos principais efeitos colaterais do tratamento do câncer, mas vários outros podem surgir, como: 

  • dificuldade em atingir o clímax;
  • orgasmo seco ou mais fraco; 
  • perda de interesse em sexo;
  • incômodo durante a atividade sexual, etc. 

Os homens em idade mais avançada têm mais probabilidade de apresentar disfunção sexual durante o tratamento do câncer. Isso acontece porque com a idade, independente do câncer, os homens tendem a apresentar dificuldade de manter uma relação sexual satisfatória. Nesses casos, os efeitos colaterais estão muito mais relacionados com a idade avançada do que com o tratamento em si. O tratamento pode também acelerar a perda da potência sexual associada ao envelhecimento. 

No entanto, os cânceres localizados na região pélvica pode causar mais dificuldades na hora do sexo para os homens, como o câncer de béxiga e próstata, por exemplo. 

Mas também não significa que a vida sexual saudável e ativa ficará comprometida após o tratamento do câncer.

Como recuperar a função sexual?

Nem todo homem em tratamento contra o câncer terá efeitos colaterais como a perda da libido. Mas saiba que isso é perfeitamente normal durante algum tempo e pode  desaparecer em algumas semanas ou meses após o tratamento. 

Mas, se o problema persistir, tente descobrir o que está te impedindo de retomar sua função sexual. Converse com seu médico, que poderá indicar medicamentos ou mesmo a terapia para que você volte a ter sua libido de novo. 

É importante também falar com seu parceiro (a) para que ele (a) esteja ciente do problema e juntos enfrentam essa situação. Mas nunca perca a paciência, pois simplesmente pode  levar apenas tempo até você recuperar a função sexual.  

 

Autoexame dos testículos salva vidas!

Autoexame dos testículos salva vidas!

O câncer de testículo, apesar de ser pouco falado em comparação ao de próstata, atinge cerca de 74 mil homens no mundo todos os anos.

Outro dado preocupante se refere à média de idade que esse tipo de câncer costuma aparecer, algo entre 15 e 34 anos, o que pode causar problemas de autoestima e comprometer a fertilidade masculina.

 

Autoexame é primeiro passo para um diagnóstico precoce

Em geral, o diagnóstico do câncer de testículo costuma acontecer de forma tardia, pois os pacientes confundem os sinais e sintomas com outras causas como, doenças sexualmente transmissíveis ou algum trauma no local.  

Isso porque os nódulos que aparecem no pênis, em geral, são indolores e, como não apresentam sintomas, os homens tendem a postergar uma visita ao médico. 

Mas um exame simples pode ajudar na detecção precoce da doença. É o autoexame de testículos. Assim como as mulheres têm o hábito de realizar o autoexame das mamas, o autoexame masculino também é essencial para verificar alterações nos testículos, que diga-se de passagem, nem sempre vão ser um câncer. 

 

Como realizar o autoexame dos testículos?

O autoexame deve ser realizado uma vez por mês durante o banho. É importante que o autoexame seja realizado com frequência para que o homem se habitue com o órgão, seu tamanho e consistência e consiga identificar uma quebra de padrão, ou seja, o surgimento de algo diferente. 

Seguem agora algumas dicas de como realizar o autoexame:

  • Em pé no chuveiro examine os testículos, um de cada vez, com ambas as mãos;
  • Gire delicadamente os testículos com os dedos para sentir toda a superfície; 
  • Procure por inchaços, caroços ou anomalias. 

Ao perceber qualquer irregularidade nos testículos, marque imediatamente uma consulta com o urologista para avaliar a possibilidade de ser um câncer. Quanto mais rápido o diagnóstico, maiores as chances de cura e queda na mortalidade. E a possibilidade de ter sua vida normal de volta!

Três décadas de tratamento do câncer de bexiga: progresso e incertezas

Três décadas de tratamento do câncer de bexiga: progresso e incertezas

A principal função da bexiga é armazenar a urina produzida pelos rins até que ela seja eliminada. E uma das evidências de que algo não vai bem na bexiga é a presença de sangue na urina. Esse sintoma, aliado a outros sinais, pode ser indicativo de câncer de bexiga.  

Quando o câncer de bexiga é invasivo o procedimento indicado é a realização de uma cistectomia, que consiste na retirada de parte ou de toda a bexiga, além de outras estruturas próximas, como próstata e glândulas seminais, no caso dos homens, e útero, ovário e parte da vagina, no caso das mulheres.

 

Panorama Histórico do Câncer de Bexiga no Brasil

 

Há 30 anos o tratamento do câncer de bexiga se baseava em duas frentes: abordagens auxiliares após a cistectomia, para melhorar os resultados oncológicos, e técnicas cirúrgicas com intuito de substituir o conduto ileal. 

 

O tratamento consistia na realização de quimioterapia após a cirurgia. Alguns anos depois, pesquisadores americanos e europeus também conduziram estudos sobre os benefícios da quimioterapia antes mesmo da cistectomia, que passou a ser adotada em grande parte dos casos.

 

Anos mais tarde, técnicas não invasivas passaram a fazer parte das salas de cirurgia e a cistectomia robótica foi um dos grandes avanços para médicos e pacientes. O uso dessa tecnologia possibilita aos pacientes uma recuperação mais rápida, confortável, menos riscos de complicações e mais qualidade de vida, quando comparada à cirurgia aberta. 

 

O que esperar do tratamento do câncer de bexiga? 

 

A evolução da medicina trouxe uma forma totalmente nova de tratar os pacientes com câncer de bexiga avançado, através do sequenciamento e análise ômica. Os pesquisadores dividiram cânceres de bexiga invasivos em seis subtipos, com diferentes prognósticos e diferentes respostas às terapias sistêmicas, fazendo com que o tratamento possa ser mais “personalizado” de acordo com o tipo da doença.

 

Outra aposta da medicina é o desenvolvimento de inibidores de checkpoint, que é considerado o primeiro avanço real em mais de 50 anos. Atualmente existem mais de 20 pesquisas sendo desenvolvidas com esses inibidores que devem contribuir para o tratamento não só do câncer metastático, como também nas fases iniciais da doença. 

 

Recentemente, verificou-se também que a indústria farmacêutica voltou a se interessar em desenvolver e produzir medicamentos para o tratamento desse tipo de câncer. Alguns estudos já estão em fase bastante avançada, já podendo ser aprovado pela FDA americana, equivalente ao ministério da saúde no Brasil.

 

Apesar dos avanços ao longo dos últimos anos, não há estudos conclusivos sobre os exames de urina em substituição a cistoscopia. Outra incerteza que ronda a doença é se será possível prever quais os tumores têm mais riscos de progredir e quais responderão melhor aos tratamentos empregados. 

 

Para os pesquisadores será, sim, possível prever essas situações,  porém o alto custo desse rastreamento, faria com que grande parte da população não tivesse acesso a eles. Agora é esperar para ver o que o futuro reserva para o tratamento do câncer de bexiga e que seja acessível a todos. 

" Você morre com câncer de próstata, não por causa dele”. Estudo questiona essa premissa!

“Você morre com câncer de próstata, não por causa dele”. Estudo questiona essa premissa!

O ditado é antigo e tão repetido que muitas pessoas acreditam ser uma verdade absoluta e  que o câncer de próstata não chega a ser letal. 

Porém, um estudo recente confirmou que o câncer de próstata pode sim levar à morte, no caso da doença metastática. Os pesquisadores coletaram dados de mais de 26 mil americanos com diagnóstico da doença avançada e constataram que quase 80% deles morreram em decorrência do câncer de próstata. 

Dados do Estudo

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores coletaram dados do Programa de Vigilância, Epidemiologia e Resultados dos Estados Unidos, entre os anos de 2016 e 2020. A idade média dos homens com a doença era de 71 anos, com diagnóstico de câncer de próstata metastático em estágio M1b, que significa que o câncer havia se espalhado para os ossos. 

O resultado do estudo foi publicado no periódico JAMA Network Open por uma equipe que envolveu cientistas americanos, egípcios e ingleses. De acordo com eles, 77,8% das mortes foram causadas pelo câncer de próstata, 5,5% por outros tipos de câncer e 16,7% por outras doenças, como cardiovasculares, pulmonares ou cerebrais. 

Apesar de reconhecerem as limitações do estudo, já que os dados foram coletados com base em atestados de óbito que não constam informações detalhadas sobre as mortes, os pesquisadores acreditam que uma importante lacuna está sendo preenchida para diagnóstico e tratamento do câncer de próstata. 

Com isso, fica demonstrado que o ditado que o paciente “morre com o câncer de próstata, e não de câncer de próstata” se mostra inverídico quando a doença é metastática, que pode ser fatal na grande maioria dos casos.

O estudo mostrou também que grande parte dos pacientes estudados com esse tipo de câncer mais agressivo morreu em até dois anos após o diagnóstico da doença. Os pesquisadores reforçam que a alta letalidade da doença requer medidas mais rápidas e inovadoras para o tratamento do câncer de próstata metastático ainda no estágio inicial. 

A boa notícia é que novos exames para a detecção do câncer de próstata podem reduzir o número de pacientes com diagnóstico em um estágio tardio da doença. É importante também que os homens, ao menor sintoma de problemas prostáticos procurem um urologista para destacar a possibilidade do câncer. 

Robô Versius

Robô Versius – o que muda para o cirurgião?

Os benefícios das cirurgias minimamente invasivas para os pacientes são bem comprovados e incluem redução da dor e infecção no local operado e diminui a probabilidade de outras complicações cirúrgicas. Porém, com o desenvolvimento de outros robôs cirurgiões, o aprendizado para nós, médicos, precisa ser constante já que cada plataforma utiliza um tipo de tecnologia. 

O Versius é o robô cirurgião criado pela empresa CRM Surgical e foi projetado para ser um dos concorrentes do sistema Da Vinci, líder do mercado em cirurgia robótica. O Versius permite que o cirurgião faça algumas adaptações no console para personalizar o jeito de se operar, mas preservando características do sistema e os  benefícios da cirurgia robótica

Diferenciais do Robô Versius

Em comparação com a laparoscopia manual, os braços do robô são totalmente articulados, fazendo uma rotação completa imitando o pulso humano e a visualização é em alta definição em 3 dimensões, fornecendo precisão, controle, destreza e percepção de profundidade, favorecendo principalmente as cirurgias de alta complexidade. 

Outra vantagem do sistema Versius é a ergonomia.O console aberto da plataforma permite que o cirurgião tenha um campo de visão ampliado, podendo realizar o procedimento tanto em pé quanto sentado, mantendo-se da forma que achar mais confortável. Esse é um grande benefício principalmente em cirurgias de longa duração. 

Treinamento e Capacitação do Cirurgião

A segurança do paciente é a maior prioridade de todo cirurgião. Por isso, é importante o treinamento e capacitação para operar o equipamento que, apesar de ter um sistema mais intuitivo, apresenta diferenças do robô Da Vinci que é mais amplamente conhecido. Para capacitar os cirurgiões na plataforma Versius, a CRM Surgical oferece treinamento abrangente e registro de dados clínicos das melhores práticas, que são compartilhadas com outros usuários a fim de promover a excelência de uso da plataforma. 

No treinamento on-line, foram desenvolvidos módulos de estudo permitindo que os usuários se familiarizem com o Versius, suas funcionalidades e capacidade de cada componente individual do sistema, bem como tarefas de configuração e recursos de segurança. Essa ferramenta prepara os cirurgiões e suas equipes antes  mesmo do treinamento prático, permitindo que eles aproveitem ao máximo as futuras sessões práticas.

O Versius Trainer é outro módulo de aprendizagem que oferece aos cirurgiões a oportunidade de mergulharem em um ambiente virtual Versius. O simulador permite que os médicos  desenvolvam as habilidades motoras e cognitivas necessárias para operar o Versius em um ambiente virtual e fornece feedback de desempenho desde as tarefas mais simples, até as mais complexas, através da conclusão de 13 módulos orientados a tarefas. 

A empresa também oferece todo um time de profissionais que fazem visitas in loco para orientar o corpo clínico sobre o uso do Versius na prática e fornecer orientação contínua.

Todas essas inovações prometem ser de grande ajuda na hora de realizar uma cirurgia robótica, ampliando o número de robôs cirurgiões e oferecendo mais opções para médicos e pacientes.  

Biomarcadores: uma evolução para o diagnóstico do câncer de bexiga

O câncer de bexiga é uma doença que se caracteriza pela desordem das células que compõem o sistema geniturinário e acomete principalmente homens, entre 65 e 85 anos de idade. 

Entre os principais sintomas do câncer de bexiga estão dor ou dificuldade para urinar, dor lombar e sangue oculto na urina. Entre as principais causas dessa malignidade podemos citar as infecções na bexiga, tabagismo, exposição a produtos químicos e  histórico familiar.

O carcinoma urotelial é responsável por mais de 90% dos casos de câncer de bexiga e afeta o interior da bexiga e se mantém na mucosa e submucosa do órgão. O tratamento se baseia no estágio da doença e na classe do tumor, que podem incluir cirurgia e diferentes tipos de imunoterapia. 

 

Novos métodos de detecção do Câncer de Bexiga

Diversas pesquisas com biomarcadores do câncer de bexiga têm sido realizadas nos últimos anos, trazendo um novo olhar sobre as formas de diagnosticar a doença. Os biomarcadores primários são o antígeno de tumor de bexiga e a hibridização in situ fluorescente. Porém, a especificidade e a sensibilidade desses biomarcadores  de urina apresentam uma grande variação entre os estudos divulgados. 

Devido às suas características e peculiaridades, cada biomarcador seria propício para identificar alguns indicadores do câncer de bexiga. Por exemplo, o antígeno de tumor de bexiga tem maior sensibilidade para detectar o câncer de grau e estágio mais baixo, enquanto o fibronectina tem maior grau de detecção do que a citologia urinária. 

Alguns marca­dores moleculares potenciais foram reconhecidos pelo Departamento de Saúde Americano, FDA, como o NMP22 para a detecção e vigilância do câncer de bexiga. Entre os benefícios de se utilizar esse marcador estão o baixo custo, fácil administração e ao mesmo tempo não é um exame invasivo. Além disso, o procedimento evita  o desconforto e os riscos e despesas associadas a uma cistoscopia. 

 Devido à grande dificuldade para um diagnóstico, principalmente entre o câncer de bexiga de baixo grau, esses biomarcadores são de fundamental importância visto que a utilização deles melhorou a sensibilidade para percepção dos diversos tipos de malignidade existentes. 

Porém, vale ressaltar que a cistoscopia continua como padrão na detecção da lesão tumoral da bexiga. Mas isso não tira a importância da utilização de ambas as técnicas para um diagnóstico mais preciso e de qualidade.

Novas terapias aumentam expectativa de vida de pacientes com câncer de próstata

O câncer de próstata é um dos mais prevalentes em homens. Somente no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que cerca de 200 mil homens vão adquirir a doença nos próximos três anos. 

Após o diagnóstico e estadiamento da doença, médico e paciente vão definir as melhores formas de tratamento, que  incluem, por exemplo, cirurgia, imunoterapia e radioterapia. São os chamados tratamentos padrão. 

No entanto, novas terapias alternativas têm se mostrado bastante eficazes na redução da mortalidade do câncer de próstata agressivo. 

Um estudo publicado na revista científica The New England Journal of Medicine mostrou que uma dessas novas terapias reduziu o número de mortes em relação aos pacientes que receberam o tratamento padrão. 

 

Combinação de Medicações

Essa nova terapia consistiu na combinação de dois medicamentos, sendo que um deles é um antígeno de membrana específico da próstata, PSMA, e o outro uma partícula radioativa que ataca as células cancerígenas.  

O estudo foi realizado com mais de 830 pessoas e se mostrou altamente eficaz em relação à sobrevida dos pacientes, que passou de 11,3 meses para 15,3 meses e teve uma redução da mortalidade em 38%.

Outra terapia experimental foi apresentada durante o Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica e ficou conhecida como trigêmea, por adicionar duas outras medicações ao tratamento padrão. A combinação de acetato de abiraterona e a prednisolona, adicionada ao tratamento convencional contra o câncer de próstata também prolongou a sobrevida dos pacientes. 

Uma das vantagens dessa combinação de terapias é que, como elas já foram devidamente aprovadas pelos órgãos reguladores, seu uso pode ser imediato, ajudando a aumentar a expectativa de vida dos pacientes. 

O estudo, conduzido pelo professor de oncologia Karin Fizazi,  da Universidade Paris-Saclay, na França, mostrou que a nova terapia reduziu o risco de morte em 25% em relação aos pacientes que usaram apenas uma medicação. A combinação dos remédios também se mostrou bastante efetiva em adiar os riscos de metástases e com efeitos colaterais mais tênues.

Essas descobertas são uma esperança para o tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático agressivo, pois, além de aumentar a sobrevida dos pacientes, já poderiam começar a ser utilizados em todo o mundo, já que as patentes poderiam ser quebradas para a utilização dessas combinações de medicamentos. 

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