Autor: Dr. Pedro Romanelli

Incontinência urinária é coisa de homem sim, senhor!

A incontinência urinária se caracteriza pela perda involuntária de urina devido a uma disfunção da musculatura pélvica, problema que acomete uma a cada três pessoas acima dos 60 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Apesar de ser mais comum em idosos, a disfunção também pode atingir pessoas mais jovens por diferentes fatores.

De acordo com suas causas e tipos, o problema pode gerar diferentes sintomas, sendo:

  • incontinência urinária de urgência – em que a vontade de urinar é tão intensa que a pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo;
  • incontinência urinária de esforço – a perda de urina ocorre quando a pessoa, tosse, espirra, faz um movimento brusco ou uma força mais importante.
  • incontinência urinária por transbordamento – que ocorre porque a bexiga está sempre cheia e gera vazamentos, ou porque ela não se esvazia por completo, gerando gotejamento posterior.

Em que pese ser mais comum em mulheres, a disfunção também atinge homens, especialmente em condições de obesidade e esforço exagerado da região pélvica, e também aqueles que carregam muito peso, incluindo em atividades físicas, como musculação. Fatores psicológicos como depressão e ansiedade, e a relação com outras doenças de base, como esclerose múltipla e traumas raquimedulares também somam para o quadro.

Ainda no caso do homem, a incontinência urinária pode surgir como consequência de tratamentos cirúrgicos e de radioterapia para o câncer de próstata.

Qualquer que seja a situação que tenha comprometido a continência urinária, os tratamentos variam de medicação e fisioterapia à cirurgia reparadora. Os resultados serão mais ou menos satisfatórios de acordo com a causa e nível de incontinência urinária.

No caso específico do tratamento do câncer de próstata, é possível minimizar o problema com a realização de técnicas menos invasivas, como, a cirurgia robótica, que parece permitir uma recuperação mais precoce da continência.

Ao notar um aumento significante no número de idas ao banheiro e dificuldade de reter a urina, principalmente durante a noite, não hesite: procure um médico urologista, que estará apto a indicar o melhor tratamento para sua condição. Busque sua qualidade de vida. Em grande parte dos casos, o problema tem solução

Quiz: você conhece mesmo o seu pênis?

Ele é nosso “parceiro” desde que a gente nasce. Há quem goste de chamá-lo por nomes pomposos – de Nabucodonosor a Calígula, passando por toda lista de monarcas vikings. Outros preferem apelidos como “sócio”, “amigo”, “campeão” e por aí vai. A julgar pela informalidade do tratamento, parece razoável concluir que os homens, de modo geral, constroem com o pênis uma relação de máxima intimidade e cuidados. Certo?

Como eu gostaria de concordar com essa afirmativa. A verdade é que o foco masculino é voltado demais à estética, ao tamanho e a potência da genitália, enquanto é alheio demais à saúde.

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toque retal

Todo homem precisa mesmo fazer o toque retal?

O que o medo do toque retal nos prova, no fim das contas, é que as fobias não têm mesmo nada de lógico. Lógico, afinal, seria temer o câncer de próstata. Este sim, quando não tratado a tempo, pode ocasionar prejuízos físicos, psicológicos e sociais de difícil superação. Impotência, incontinência urinária, apenas para citar alguns deles.

Já o exame de toque é um procedimento indolor e muito rápido. Entre o momento em que o urologista veste a luva de látex e o instante em que diz “pronto, pode se. vestir, senhor”, leva dois minutos, no máximo. É, portanto, certamente um fenômeno de raíz 100% irracional esse que leva tantos homens a atribuírem a um teste absurdamente simples tamanhos poderes sobre a masculinidade.

Mas, enfim, vamos à pergunta que deu origem a esse post — sem dúvida, uma das mais frequentemente feitas aos médicos brasileiros.“Eu tenho mesmo que fazer o exame de toque retal, doutor?”. Respondendo de forma franca e direta: talvez. Já a resposta completa seria: depende da sua idade, do seu perfil genético e do seu histórico de saúde.

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testosterona

Cuidado com a testosterona: o hormônio do tesão também leva mais cedo ao caixão

Já vi pessoas adotarem os mais diversos tipos de culto mas, recentemente, um específico tem me chamado atenção: o culto à testosterona.

Sim! O uso desse hormônio arrebanha cada vez mais fiéis, sobretudo do sexo masculino, seduzidos por alguns “milagres” prometidos aí: aumento da massa magra, músculos esculpidos,  emagrecimento rápido, força de Hércules e libido turbinada. Que paraíso, não é mesmo?

O problema é que o inferno fica logo ao lado. As “graças” alcançadas podem vir acompanhadas de desordens cardiovasculares e do fígado, infertilidade, câncer de próstata e até danos cerebrais.

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A incrível geração de impotentes formada pelo uso recreativo do Viagra

disfunção erétilDesculpe o banho de água fria. Ainda mais depois do último post, em que comemorei os 20 anos do Viagra, um medicamento, sem dúvida, pioneiro, que revolucionou o comportamento sexual masculino. Mas é justamente para que você tenha uma vida sexual com mais saúde e qualidade que faço o alerta. Me refiro ao oba-oba vivido por uma parcela crescente dos jovens contemporâneos, que, sem qualquer problema de disfunção erétil, vêm tomando a azulzinha por pura diversão, sem saber que, nessa brincadeira, enfrentam riscos de máxima potência.

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Há 20 anos, surgia o viagra, pílula que revolucionou nossas (duas) cabeças

viagraUma pequena pílula para o homem, um considerável salto em qualidade de vida para (parte da) humanidade. Com a licença da paródia à célebre frase do astronauta americano Neil Armstrong, eu assim definiria o Viagra, droga para impotência sexual que completou duas décadas este ano.

Não seria exagero dizer que o medicamento lançado pelo laboratório Pfizer representou uma verdadeira revolução sexual. Além de permitir que milhões de homens no mundo inteiro voltassem a praticar sexo de maneira gratificante e satisfatória com suas parceiras com suas (seus) parceiras (os), o viagra atualizou nossas conversas sobre disfunção erétil. E isso, amigo, é muita coisa.

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Pobre (e doente) super homem…

Não tenho dúvidas de que o machismo é uma doença social de altíssimo grau de letalidade – sobretudo para as mulheres, como nos mostram numerosas e tristes estatísticas.

Como médico, por vezes tenho vontade de catalogar esse comportamento também na CID, a Classificação Internacional de Doenças. Especificamente, no grupo das enfermidades autoimunes – aquelas em que o corpo trabalha contra si mesmo, caso da esclerose múltipla, por exemplo.

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Estou assustado com o avanço da sífilis e você também deveria estar

Sabe do que eu realmente gosto de falar? Do futuro. De progressos. De cura. De doenças erradicadas. De comportamentos coletivos modificados para melhor. De projeções otimistas.

Infelizmente, preciso falar sobre sífilis, esse “trending topic” da Idade Média. Que outro assunto, afinal, pode ter um urologista diante da notícia de que houve aumento dos casos notificados da enfermidade em países de todo o mundo?

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Anticoncepcional: o mais novo “amigo” do homem

“Você toma pílula?”. Desde a revolução sexual dos anos 1960 – fenômeno marcado pela chegada da pílula anticoncepcional feminina ao mercado -, estamos bem (ou mal) acostumados a fazer essa pergunta a nossas parceiras sexuais. Muito em breve, teremos que nos habituar não só a ouvir o mesmo questionamento como a estabelecer novas negociações e acordos com as mulheres com as quais nos relacionamos.

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